
Alfredo Gaspar
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
O Partido Liberal (PL) anunciou formalmente nesta quarta-feira (5) a indicação do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para as eleições presidenciais.
O parlamentar alagoano ganhou projeção no cenário nacional por sua atuação como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, na qual defendeu a apuração rigorosa de irregularidades no sistema previdenciário. Para a cúpula do Partido Liberal, a atuação de Gaspar na comissão agrega um perfil de fiscalização e combate à corrupção ao projeto do partido.
Trajetória na segurança pública e no Ministério Público
Antes de se filiar ao Partido Liberal e assumir o mandato na Câmara dos Deputados, Alfredo Gaspar desenvolveu carreira no Ministério Público do Estado de Alagoas, onde atuou como promotor de Justiça e procurador-geral de Justiça. No órgão, liderou ações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Sua trajetória no setor elucidou sua nomeação para a Secretaria de Estado da Defesa Social e Ressocialização de Alagoas durante a gestão do ex-governador Renan Filho (MDB) - atual senador e ex-ministro dos Transportes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No cargo governamental, coordenou as operações das polícias Civil e Militar no combate à criminalidade violenta no estado.
Repercussão política no cenário de Alagoas
Após disputar o segundo turno da Prefeitura de Maceió em 2020 e eleger-se deputado federal em 2022, Gaspar despontava como pré-candidato ao Senado Federal pelo estado de Alagoas. A disputa local previa um pleito acirrado contra Renan Calheiros (MDB) e o deputado federal Arthur Lira (PP). Como a eleição para o Senado reserva duas vagas por estado, a escolha de Gaspar para compor a chapa presidencial do PL retira um dos concorrentes diretos da disputa regional, abrindo caminho para as candidaturas de Calheiros e Lira em Alagoas.
Tensão na CPMI
Durante a condução da relatoria da CPMI do INSS no Congresso Nacional, o ambiente político registrou fortes embates entre os integrantes do colegiado. Na ocasião, Alfredo Gaspar foi acusado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) de estupro e tentativa de suborno.
O parlamentar negou veementemente todas as acusações apresentadas pelos colegas de comissão. Os trabalhos do colegiado foram encerrados sem a votação ou apresentação de um relatório final.
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