
Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência
REUTERS/Mateus Bonomi
O Partido Liberal reduziu a disputa para vice na chapa de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, entre a vereadora Priscila Costa (PL-CE) e o senador Rogério Marinho (PL-RN). A decisão deve ser tomada nas próximas horas.
A reportagem da Band apurou que uma ala do Partido Liberal defende uma última tentativa com o Progressistas, para contar com a senadora Tereza Cristina.
Nesta terça-feira (4), o Republicanos também anunciou neutralidade na eleição presidencial. A postura inviabiliza a indicação de um nome da legenda para compor a chapa com o senador Flávio Bolsonaro à Presidência. Com isso, fica descartada a possibilidade de indicação da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, recém-filiada à agremiação.
“Hoje, o Republicanos está presente de forma expressiva em todas as unidades da Federação. Essa capilaridade impõe o dever de considerar as particularidades de cada estado na tomada de decisão, respeitando as estratégias políticas locais e as diferentes composições construídas ao longo dos últimos anos”, declarou o partido em nota.
Segundo a legenda, a posição de independência na disputa presidencial “não representa ausência de princípios nem de posicionamento político”, mas demonstra maturidade institucional, respeito ao pacto federativo e compromisso com a unidade partidária, “preservando a autonomia das lideranças estaduais dentro das diretrizes estabelecidas pelo partido”.
Ao mesmo tempo, o partido reafirmou seu compromisso com o fortalecimento de sua representação no Congresso. Ampliar as bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal significa “ampliar a capacidade de defender esses princípios, participar da construção das grandes decisões nacionais e contribuir para a estabilidade institucional e a governabilidade do país”.
“A decisão anunciada é resultado de um processo coletivo, transparente e democrático, que respeita a diversidade de um partido de dimensão nacional sem abrir mão de sua unidade e de sua responsabilidade com o futuro do Brasil”, finalizou.
O Republicanos era uma alternativa ao Progressistas, que também anunciou neutralidade na disputa presidencial. O nome de Tereza Cristina também era cotado para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
Alternativa de chapa pura
Como segunda opção, o PL avalia o lançamento de uma chapa ‘puro-sangue’ para a disputa. Membros da legenda apontam esse formato como um "último caso". A avaliação interna é de que o próprio Flávio Bolsonaro insiste na construção de uma aliança e prefere contar com o apoio formal de outro partido na disputa eleitoral.
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