Atlas: Lula lidera entre os mais velhos; Flávio, entre menos escolarizados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem em disputa acirrada para a Presidência da República. Levantamento da
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem em disputa acirrada para a Presidência da República. Levantamento da AtlasIntel divulgado nesta quarta-feira (23) mostra Lula na frente em intenções de voto para o primeiro turno, chegando a 45,8% contra 43,4% de Flávio. Já em segundo turno, a disputa fica ainda mais acirrada, com Lula marcando 47,7% das intenções de voto, e Flávio marcando 47,4%.
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A pesquisa avaliou também as vantagens e desvantagens dos dois candidatos em diferentes recortes. O de gênero evidencia uma das divisões mais marcantes do eleitorado no primeiro turno, com Lula alcançando 59% das intenções de voto entre as mulheres, contra 32,3% destinadas a Flávio. Em contrapartida, o candidato do PL domina a preferência no eleitorado masculino, com 56% do apoio, enquanto o atual presidente fica com 30,7%.
Idade, escolaridade e religião: veja outros recortes
A análise por faixas etárias mostra dinâmicas distintas ao longo das gerações:
- 16 a 24 anos: A faixa mais jovem apresenta um cenário emparelhado entre Flávio Bolsonaro (31,0%) e Lula (30,0%), com destaque para o desempenho de Renan Santos, que pontua 21,5%.
- 25 a 34 anos: Flávio Bolsonaro assume a liderança isolada com 51,4%, ante 38,4% de Lula.
- 35 a 44 anos: O candidato do PL mantém a vantagem, somando 50,9% das intenções de voto contra 41,0% do petista.
- 45 a 59 anos: Ocorre um empate técnico rigoroso, com Flávio Bolsonaro marcando 47,7% e Lula registrando 47,5%.
- 60 a 100 anos: Lula obtém sua maior vantagem demográfica, liderando com 62,6% frente a 31,5% de Flávio Bolsonaro.
O nível educacional estabelece um contraste direto no perfil dos dois principais concorrentes:
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- Ensino Fundamental: Flávio Bolsonaro lidera com 57,1% das intenções de voto, enquanto Lula contabiliza 38,2%.
- Ensino Médio: A disputa é mais acirrada, com ligeira vantagem para Flávio Bolsonaro (44,8% a 42,4%).
- Ensino Superior: Lula amplia consideravelmente a margem, atingindo 59,2% das preferências contra 25,8% de Flávio Bolsonaro.
Os dados sobre filiação religiosa indicam blocos consolidados de eleitores:
- Evangélicos: Flávio Bolsonaro consolida forte liderança, somando 60,7% das intenções de voto, enquanto Lula obtém 29,3%.
- Católicos: Lula aparece à frente com 49,1%, contra 40,0% de Flávio Bolsonaro.
- Outras religiões: O presidente da República lidera com 61,4% contra 30,2% do candidato do PL.
- Crentes sem religião: Observa-se um equilíbrio estreito, com Lula marcando 44,8% e Flávio 43,1%.
- Agnósticos ou Ateus: Lula atinge sua maior taxa de apoio no segmento, registrando 74,2% das preferências, enquanto Flávio Bolsonaro fica com 10,7%.
O mapa eleitoral mantém padrões regionais históricos de votação:
- Nordeste: Lula mantém a hegemonia regional, liderando com 54,9% contra 36,2% de Flávio Bolsonaro.
- Sul: Flávio Bolsonaro registra sua melhor margem regional, vencendo por 53,9% contra 32,9% de Lula.
- Norte: Flávio Bolsonaro também aparece na frente, somando 50,8% frente aos 45,5% de Lula.
- Sudeste: Maior colégio eleitoral do país apresenta disputa acirrada, com Lula em 44,5% e Flávio Bolsonaro com 42,9%.
- Centro-Oeste: Registra-se vantagem estreita para Lula, que marca 46,0% contra 44,1% de Flávio Bolsonaro.
Como funciona uma pesquisa eleitoral
As sondagens de intenção de voto seguem critérios estatísticos para representar a composição do eleitorado nacional por renda, escolaridade, idade e região. Entender a metodologia, as amostras e o financiamento dos levantamentos é essencial para acompanhar o cenário político, sendo possível verificar como funcionam as pesquisas eleitorais e quem paga por elas.
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Como identificar pesquisas falsas
Com a proximidade do pleito, a circulação de levantamentos não registrados ou adulterados tende a aumentar nas redes sociais. Para evitar desinformação, é fundamental consultar o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e saber como identificar pesquisas eleitorais falsas antes de compartilhar dados sobre a disputa.
