Eleições

Datafolha: Benedita lidera disputa ao Senado no RJ com 19%

Portinho e Jordy têm 13%; pesquisa aponta 49% de eleitores ainda sem candidato na pergunta espontânea

4 min

01/10/2026 17:57 • Atualizado há 9 horas

Datafolha: Benedita lidera disputa ao Senado no RJ com 19%

Câmara dos Deputados

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º), contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, mostra Benedita da Silva (PT) na dianteira da disputa pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado em 2026, com 19% das intenções de voto, à frente de Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL), que registram 13% cada.

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Este é o quarto levantamento do instituto sobre a corrida ao Senado no estado desde o início da campanha. Todos os principais nomes oscilaram dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, em relação à pesquisa anterior, realizada em 24 de setembro.

Na soma das duas escolhas de cada entrevistado na pesquisa estimulada, Benedita aparece com 19%, seguida de Portinho e Jordy, com 13% cada. Pedro Paulo (PSD) tem 8%, Monica Benicio (PSOL) soma 7% e Marcelo Crivella (Republicanos) aparece com 5%. Waguinho, Marcos Dias e outros candidatos variam entre 2% e 1%, enquanto 15% declaram voto em branco, nulo ou em nenhum nome e 12% ainda estão indecisos.

O primeiro turno das eleições acontece neste domingo (4).

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Disputa pelas duas vagas

Quando o Datafolha pergunta especificamente sobre a primeira vaga, Benedita amplia a vantagem e chega a 33% das menções. Carlos Jordy marca 14% e Portinho, 12%. Pedro Paulo registra 6%, Crivella tem 5%, e Monica aparece com 2%. Brancos e nulos somam 12% e os indecisos, 9%.

Na segunda vaga, o cenário fica mais embolado. Portinho lidera com 14%, seguido por Monica Benicio, que alcança 12%. Carlos Jordy e Pedro Paulo aparecem empatados com 11% cada. Benedita tem 6%, Crivella marca 4%, e demais nomes ficam entre 2% e 1%. Brancos e nulos chegam a 18%, e 15% não sabem em quem votar.

Segmentação por voto para governador

Segundo o relatório, Monica Benicio está no limite da margem de erro em relação a Portinho, o que tecnicamente permitiria um empate, mas o instituto considera essa situação estatisticamente pouco provável. Entre eleitores que declaram voto em Eduardo Paes para o governo do Rio no primeiro turno, Benedita é a favorita ao Senado, com 33%, seguida por Pedro Paulo, com 16%, e por Monica, com 11%.

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Entre os que preferem Douglas Ruas na disputa pelo Palácio Guanabara, a preferência para o Senado se concentra em nomes do PL. Carlos Portinho é citado por 32% desses eleitores, enquanto Carlos Jordy aparece muito próximo, com 31% das menções.

Espontânea e indefinição

Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado indica seu candidato sem ver uma lista de nomes, Benedita soma 13% das intenções de voto. Jordy e Portinho têm 5% cada, Pedro Paulo aparece com 4%, e Monica Benicio marca 4%. Crivella registra 1%, outras respostas somam 10%, enquanto 8% dizem que votarão em branco, nulo ou em nenhum candidato.

O instituto destaca que ainda há um contingente elevado de eleitores sem escolha definida para o Senado. Na pergunta espontânea, 49% se declaram indecisos.

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O número, porém, vem caindo ao longo da série: eram 56% na rodada anterior, 62% em 11 de setembro e 77% em 21 de agosto, o que indica que a campanha começa a consolidar preferências.

Metodologia e regras da eleição

A pesquisa Datafolha ouviu 1.204 pessoas em 35 municípios do Rio de Janeiro entre 28 de setembro e 1º de outubro, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RJ-02070/2026. Comandante Ribeiro Afonso e André Monteiro, ambos do Democrata, não aparecem nos resultados porque constam como inaptos no sistema do Tribunal Superior Eleitoral.

Nas eleições de 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes para o Senado; não é permitido votar duas vezes no mesmo nome. O Senado tem 81 cadeiras e mandatos de oito anos, com renovação alternada. Em pleitos como o de 2026, dois terços das vagas são disputados, com dois senadores eleitos por estado e pelo Distrito Federal. Na eleição seguinte, apenas uma cadeira por unidade da Federação entra em jogo.

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Como funciona uma pesquisa eleitoral

As sondagens de intenção de voto seguem critérios estatísticos para representar a composição do eleitorado nacional por renda, escolaridade, idade e região. Entender a metodologia, as amostras e o financiamento dos levantamentos é essencial para acompanhar o cenário político, sendo possível verificar como funcionam as pesquisas eleitorais e quem paga por elas.

Como identificar pesquisas falsas

Com a proximidade do pleito, a circulação de levantamentos não registrados ou adulterados tende a aumentar nas redes sociais. Para evitar desinformação, é fundamental consultar o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e saber como identificar pesquisas eleitorais falsas antes de compartilhar dados sobre a disputa.

Veja as propostas dos candidatos à Presidência nas Eleições 2026