Deltan contesta suspensão da campanha e diz que vai recorrer ao TSE
Candidato afirma que registro segue deferido pelo TRE-PR; última Paraná Pesquisas aponta empate técnico com Curi

A equipe jurídica de Deltan Dallagnol (Novo) informou neste domingo (20) que vai recorrer da decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu os atos de campanha do candidato ao Senado pelo Paraná.
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Segundo a nota divulgada pela defesa, Deltan continua com o registro de candidatura deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A decisão de sábado (19) suspendeu a campanha, mas não representa o julgamento definitivo do recurso contra o registro.
Como mostrou a Band Paraná, a liminar impede Deltan de receber ou utilizar recursos públicos de campanha, veicular propaganda eleitoral no rádio e na televisão e praticar outros atos de campanha até que o recurso seja julgado pelo TSE.
Defesa aponta contradições em decisões do relator
Na manifestação deste domingo, a equipe de Deltan questiona a decisão e afirma haver diferenças entre a liminar aplicada ao candidato e entendimentos anteriores do próprio ministro Floriano de Azevedo Marques.
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Um dos casos citados pela defesa envolve Anthony Garotinho. Segundo a nota, em decisão tomada 22 dias antes, Floriano restabeleceu ao candidato o acesso a recursos públicos e ao horário eleitoral enquanto o registro permanecia sub judice.
A defesa de Deltan argumenta que, naquele processo, o ministro considerou que a perda de tempo de campanha poderia provocar um prejuízo irreversível.
Segundo a nota, a equipe jurídica pretende levar ao colegiado do TSE questionamentos sobre o procedimento adotado na cautelar, a ausência de manifestação prévia da defesa, a aplicação do artigo 16-A da Lei das Eleições e a compatibilidade da liminar com decisões anteriores do relator.
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Deltan também criticou o fato de a decisão ter sido tomada individualmente enquanto, segundo sua equipe, o processo tramitava sob sigilo.
“A lei não pode mudar conforme o nome que está diante dela”, afirmou Deltan na nota divulgada neste domingo.
TSE suspendeu campanha no sábado
A decisão de Floriano de Azevedo Marques foi divulgada no sábado (19).
A liminar foi concedida em uma tutela cautelar apresentada pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança contra a decisão do TRE-PR que havia liberado a candidatura de Deltan.
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No dia 8 de setembro, o tribunal paranaense decidiu por 4 votos a 3 pelo deferimento do registro da candidatura ao Senado.
Ao conceder a liminar, o ministro considerou que não houve mudança relevante no cenário fático ou jurídico que justificasse uma conclusão diferente daquela adotada pelo TSE em 2023, quando o registro de Deltan nas eleições de 2022 foi indeferido.
A suspensão dos atos de campanha vale até o julgamento do recurso pelo Tribunal Superior Eleitoral.
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Deltan tem 31,6% na última Paraná Pesquisas
A disputa jurídica ocorre em meio a um cenário apertado na corrida pelas duas vagas do Paraná no Senado.
Na última pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, divulgada na sexta-feira (18), Deltan aparece com 31,6% das menções no cenário estimulado.
Alexandre Curi (Republicanos) registra 30,4%, deixando os dois em situação de empate técnico dentro da margem de erro.
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Na sequência aparecem Filipe Barros (PL), com 26,3%, e Gleisi (PT), com 25,9%. Cristina Graeml (PSD) tem 14,8% e Dr. Rosinha (PT), 12,5%.
Como a eleição para o Senado permite que cada eleitor escolha dois candidatos, os percentuais representam o total de menções recebidas por cada nome.
A pesquisa ouviu 1.280 eleitores entre os dias 15 e 17 de setembro. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número PR-01022/2026.
