Lula ganha entre mulheres e no Nordeste; Flávio vence entre homens e no Sul
Nova pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta terça-feira (29), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente na disputa presidencial em primeiro

Nova pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta terça-feira (29), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente na disputa presidencial em primeiro turno, com 45,3% das intenções de voto, seguido de perto por Flávio Bolsonaro (PL), que registra 42,2%.
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O levantamento aponta ainda Renan Santos (Missão) com 5,2%, o escritor Augusto Cury (Avante) com 2%, Ronaldo Caiado (PSD) com 1,8% e Romeu Zema (Novo) com 0,9%.
Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dados mostram uma situação de empate técnico rigoroso, com 47,6% para o atual presidente e 47,7% para o senador do PL (alcançando exatos 50% a 50% no recorte de votos válidos).
O estudo foi realizado entre os dias 23 e 28 de setembro de 2026 com 5.005 entrevistados em todo o país, apresentando margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04391/2026.
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Religião, idade, gênero e renda
Apesar do equilíbrio nos números gerais de intenção de voto, o detalhamento da pesquisa revela um eleitorado bastante polarizado por critérios demográficos e socioeconômicos. O levantamento expõe contrastes significativos de preferência quando analisados os grupos por nível de instrução, religião, faixa etária, gênero e renda.
- Escolaridade: O nível educacional estabelece uma das divisões mais nítidas da disputa. Entre os eleitores com ensino superior completo, Lula lidera com 56,3% das intenções de voto, contra 27,7% de Flávio Bolsonaro. O cenário se inverte no segmento com ensino fundamental, no qual Flávio Bolsonaro atinge 53,5% ante 37,0% do atual presidente. Já no grupo com ensino médio, a disputa aparece equilibrada, com Lula somando 44,4% e Flávio Bolsonaro 43,3%.
- Religião: A filiação religiosa demonstra forte correlação com a opção de voto. Flávio Bolsonaro mantém vantagem expressiva entre os evangélicos, somando 62,7% das intenções de voto contra 20,8% de Lula. Por outro lado, o atual presidente lidera entre os católicos (49,8% a 40,4%), entre os praticantes de outras religiões (67,6% a 21,2%) e entre agnósticos ou ateus, grupo no qual alcança 70,9% de preferência frente a 8,8% do adversário. Entre os crentes sem religião definida, Lula registra 50,3% contra 35,7% de Flávio.
- Idade e o voto jovem: Nos recortes por faixa etária, a pesquisa mostra comportamentos distintos nas extremidades. Entre os idosos de 60 a 100 anos, Lula obtém sua maior vantagem, liderando com 55,2% contra 37,2% de Flávio. Na faixa jovem de 16 a 24 anos, observa-se uma fragmentação do eleitorado com a presença do pré-candidato Renan Santos, que pontua 29,4%, figurando tecnicamente empatado com Lula (29,3%) e seguido por Flávio Bolsonaro (26,2%) e Augusto Cury (6,6%). Nas faixas intermediárias de 25 a 59 anos, a disputa é acirrada, com ligeira vantagem para Flávio nas faixas de 35 a 59 anos.
- Gênero, Renda e Região: O recorte por gênero mantém a clivagem histórica: Lula é o preferido por 57,4% das mulheres (contra 32,9% de Flávio), ao passo que Flávio Bolsonaro lidera entre os homens com 52,4% (contra 32,1% de Lula). Na renda familiar, Flávio lidera na faixa de até R$ 2.000 (52,9% a 37,7%), enquanto Lula prevalece na faixa com renda superior a R$ 10.000 (57,4% a 28,8%). Do ponto de vista regional, o Nordeste lidera a preferência por Lula (55,7% a 32,7%), enquanto a região Sul dá a maior vantagem a Flávio Bolsonaro (54,0% a 32,2%)
Como funciona uma pesquisa eleitoral
As sondagens de intenção de voto seguem critérios estatísticos para representar a composição do eleitorado nacional por renda, escolaridade, idade e região. Entender a metodologia, as amostras e o financiamento dos levantamentos é essencial para acompanhar o cenário político, sendo possível verificar como funcionam as pesquisas eleitorais e quem paga por elas.
Como identificar pesquisas falsas
Com a proximidade do pleito, a circulação de levantamentos não registrados ou adulterados tende a aumentar nas redes sociais. Para evitar desinformação, é fundamental consultar o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e saber como identificar pesquisas eleitorais falsas antes de compartilhar dados sobre a disputa.
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