Maioria dos eleitores desaprova governo Lula, diz AtlasIntel
A desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu 53,8% dos eleitores brasileiros, enquanto a aprovação registrou 43,7%, segundo

A desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu 53,8% dos eleitores brasileiros, enquanto a aprovação registrou 43,7%, segundo levantamento divulgado pelo instituto AtlasIntel. Em comparação com o cenário anterior, o petista oscilou negativamente: a desaprovação cresceu quase três pontos, saindo de 51%, e a avaliação positiva caiu de 45% para o patamar atual. A parcela de entrevistados que não souberam responder variou de 2% para 2,5% na pesquisa mais recente.
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Quando questionados sobre a avaliação geral da gestão, 50,8% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo. Por outro lado, o grupo que considera a administração ótima ou boa soma 38,3%. Os eleitores que avaliam o governo federal como regular representam 10,8% da amostra analisada.
Recortes demográficos
O maior nível de aprovação do presidente Lula está concentrado na região Nordeste, onde a gestão atinge 52,4% de avaliações positivas. O desempenho também aparece numericamente à frente entre o eleitorado feminino, com 49,7%, e entre as pessoas com ensino superior, onde marca 50,9% de apoio.
A resistência ao atual governo apresenta os índices mais altos na região Centro-Oeste, com 78,6% de desaprovação. O cenário negativo se repete entre o público evangélico, com 64,9%, e no eleitorado masculino, que rejeita a gestão em 61,8%.
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A série histórica demonstra uma manutenção das curvas de avaliação ao longo dos últimos meses. O índice de ruim ou péssimo superou a marca de 50% no final do primeiro semestre e permaneceu estável. A avaliação positiva da gestão no ano variou dentro da margem, sempre abaixo dos 43% de ótimo ou bom.
A pesquisa AtlasIntel, encomendada pela Bloomberg, ouviu 5.000 eleitores de forma online entre os dias 4 e 9 de setembro de 2026. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-01452/2026.
Lula tem 52,5% de rejeição contra 49,6% de Flávio Bolsonaro
O presidente Lula (PT) lidera a taxa de rejeição para as eleições presidenciais de 2026, com 52,5%. Na sequência, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 49,6% do eleitorado afirmando que não votaria nele de jeito nenhum.
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Os números evidenciam a forte divisão eleitoral no país, concentrando as maiores resistências nos candidatos do PT e do PL. A diferença entre o senador Flávio Bolsonaro e o terceiro colocado na lista de rejeição, ilustrando o peso da polarização, é de 11,9 pontos percentuais.
O nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) registra 37,7% de rejeição no mesmo cenário. Ele é acompanhado no bloco intermediário por Renan Santos (Missão), com 35,7%, e por Pablo Marçal (PRTB), que tem 35,1%. Devido à margem de erro, Santos e Marçal estão em empate técnico.
Panorama das pesquisas para a Presidência em setembro
Os levantamentos divulgados no início de setembro mostram um cenário de liderança mantido por Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial, seguido por Flávio Bolsonaro, acompanhado do crescimento expressivo de Augusto Cury na terceira colocação.
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Em pesquisa divulgada no dia 2 de setembro, a Quaest mostrou Lula com 37% e Flávio com 30%, destacando também a ascensão de Augusto Cury no terceiro posto com 10%. Na sequência, levantamento do Datafolha indicou Lula com 38% e Flávio com 33% em intenções de voto para o primeiro turno, apontando Cury com 8%. Já no levantamento mais recente, a Quaest registrou Lula com 36% contra 29% de Flávio e 8% de Cury.
Na pesquisa divulgada no dia 8 de setembro, a BTG/Nexus apontou Lula com 39% e Flávio com 31% das intenções de voto no primeiro turno. Augusto Cury registrou 9%
Como funciona uma pesquisa eleitoral
As sondagens de intenção de voto seguem critérios estatísticos para representar a composição do eleitorado nacional por renda, escolaridade, idade e região. Entender a metodologia, as amostras e o financiamento dos levantamentos é essencial para acompanhar o cenário político, sendo possível verificar como funcionam as pesquisas eleitorais e quem paga por elas.
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Como identificar pesquisas falsas
Com a proximidade do pleito, a circulação de levantamentos não registrados ou adulterados tende a aumentar nas redes sociais. Para evitar desinformação, é fundamental consultar o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e saber como identificar pesquisas eleitorais falsas antes de compartilhar dados sobre a disputa.
