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Eleições

TSE reúne Meta e equipes de candidatos em meio à suspeita de favorecimento

Encontro da noite desta terça-feira (20) foi solicitado pela empresa após questionamento sobre suas ferramentas

2 min

20/10/2026 21:38 • Atualizado há 4 dias

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoveu, no início da noite desta terça-feira (20), uma reunião com representantes da Meta, responsável por redes como WhatsApp, Instagram e Facebook, e das campanhas dos candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

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O encontro, conduzido pelo ministro substituto Marco Aurélio Bellizze, foi solicitado pela empresa de tecnologia após prestar informações sobre o cumprimento de uma determinação judicial que exige igualdade de tratamento entre as candidaturas nas plataformas digitais.

A audiência ocorreu após a Meta ser intimada a apresentar, no prazo de 24 horas, detalhes sobre as medidas adotadas para assegurar isonomia na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais. A intimação atendeu a questionamentos sobre possível favorecimento de uma candidatura em detrimento da outra, em especial no funcionamento de ferramentas de inteligência artificial e nos mecanismos de recomendação de publicações.

Durante o encontro, a campanha do presidente Lula reforçou as queixas sobre restrições à divulgação de conteúdos e ao impulsionamento de anúncios de campanha. Por sua vez, a Meta negou qualquer interferência intencional no processo eleitoral ou viés político, atribuindo as falhas relatadas a problemas estritamente técnicos.

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"Transparência e igualdade entre os candidatos é o que se busca resguardar nesta representação", afirmou o ministro Marco Aurélio Bellizze, designado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, como juiz auxiliar da propaganda eleitoral no segundo turno.

Conselho da Meta aponta 'falhas recorrentes'

A reunião no TSE coincide com a divulgação de um posicionamento do Comitê de Supervisão da Meta, órgão independente financiado por um fundo de tutela que analisa as decisões de moderação de conteúdo da empresa.

Em comunicado oficial, os co-presidentes do conselho expressaram preocupação com erros recorrentes nas políticas de integridade eleitoral da companhia em diversos países. O documento cita diretamente os problemas técnicos e as restrições que afetaram a conta de anúncios da campanha de Lula.

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O conselho classificou o episódio como um caso de "superaplicação" das regras antifraude —quando o sistema automatizado suprime indevidamente o discurso político legítimo. Segundo o relatório, o travamento dos anúncios do candidato representou uma falha de fluxo operacional que deveria ter sido encaminhada imediatamente para revisão humana.

Além disso, o Comitê de Supervisão alertou que as ferramentas automatizadas de moderação e inteligência artificial da Meta precisam levar em consideração idioma, cultura e contexto político para evitar o bloqueio injustificado de publicações legítimas, cobrando a divulgação de métricas públicas e transparentes para aferir a eficácia real de suas ações eleitorais.

TSE reúne Meta e equipes de candidatos em meio à suspeita de favorecimento