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Eleições

Veja quem são os pré-candidatos à disputa da Presidência da República

Seis nomes já estão confirmados como postulantes a chefe do Executivo nacional; pleito será em outubro

4 min

31/03/2026 16:19 • Atualizado há 207 dias

Veja quem são os pré-candidatos à disputa da Presidência da República

A seis meses das eleições presidenciais, seis nomes já despontam como pré-candidatos à Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará um feito inédito: ser eleito pela quarta vez para o comando do governo federal. Terá pela frente como principal adversário, de acordo com as pesquisas mais recentes, Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - derrotado por Lula em 2022.

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Apesar dos anúncios, as candidaturas serão oficializadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em agosto, quando começam as campanhas.

O campo da direita terá ainda outros dois nomes que apostarão no anti-petismo, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Apoiadores do clã Bolsonaro, Caiado e Zema disputarão o espaço do bolsonarismo com o Flávio.

Correndo por fora e com uma estrutura partidária incipiente, o ex-ministro Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e Renan Santos (Missão), fundados do Movimento Brasil Livre (MBL), também já anunciaram pré-candidaturas ao Planalto.

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Lula concorre ao quarto mandato como presidente, feito inédito no País (Ricardo Stuckert/PR)

Lula concorre ao quarto mandato como presidente, feito inédito no País (Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta terça-feira, 31, que seu vice, Geraldo Alckmin, estará em sua chapa para concorrer à reeleição na disputa presidencial. O anúncio foi feito por Lula em reunião no Palácio do Planalto.

Lula tentará o seu quarto mandato nas eleições deste ano. O chefe do Executivo completará 81 anos em outubro e será o candidato mais velho no pleito presidencial. Foi eleito em 2002, 2006 e em 2022, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Flávio Bolsonaro (PL)

Flávio Bolsonaro tenta se colocar como sucessor das políticas do pai, fora da disputa (Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo)

Flávio Bolsonaro tenta se colocar como sucessor das políticas do pai, fora da disputa (Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo)

O senador Flávio Bolsonaro tentará o que o pai não conseguiu: vencer Lula em uma disputa presidencial. O filho mais velho do ex-chefe do Executivo anunciou, em dezembro do ano passado, que seu pai confirmou que ele será o candidato a presidente em 2026.

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Flávio se tornou a opção do clã da zona oeste do Rio após o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

Ronaldo Caiado (PSD)

Goiano concorre à Presidência da República pela segunda vez (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Goiano concorre à Presidência da República pela segunda vez (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Médico ortopedista, Ronaldo Caiado, de 76 anos, construiu a carreira política em Goiás: foi deputado, senador e, atualmente, governa o Estado desde 2019. O chefe do Palácio das Esmeraldas foi escolhido pelo PSD para disputar a Presidência da República nas eleições deste ano.

A pré-candidatura de Caiado foi anunciada pela sigla nesta segunda-feira, 30, consolidando um movimento que ganhou força após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, da disputa interna.

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A definição pelo nome de Caiado ocorre após semanas de articulação nos bastidores e encerra um processo interno que opunha seu nome ao do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Romeu Zema (Novo)

Governador de Minas por dois mandatos, empresário concorrerá ao Planalto em 2026 (Dirceu Aurélio/Imprensa MG)

Governador de Minas por dois mandatos, empresário concorrerá ao Planalto em 2026 (Dirceu Aurélio/Imprensa MG)

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que renunciou ao cargo em 22 de março, disse ao Estadão que mantém sua candidatura a presidente da República, e avaliou ser positivo ter vários candidatos do mesmo espectro político da direita para concorrer contra o presidente Lula.

Ele afirmou que, em conversa com Jair Bolsonaro no ano passado, até o ex-presidente defendeu que a direita tivesse mais de um presidenciável. Para Zema, o leque aberto à direita fortalece o campo político-ideológico para o segundo turno contra o PT de Lula.

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Renan Santos (Missão)

Renan Santos será o representante do 'partido do MBL' no pleito de outubro (Cauê Del Valle/MBL)

Renan Santos será o representante do 'partido do MBL' no pleito de outubro (Cauê Del Valle/MBL)

Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos é pré-candidato à Presidência pelo Missão. Entre apoiadores, Renan ganhou um apelido: "Javier Milei brasileiro".

Como mostrou o Estadão, a comparação com o presidente argentino vai além do cabelo bagunçado ou dos shows de rock - ambos são vocalistas. Assim como Milei, Renan tem um estilo intempestivo e aposta em ideias disruptivas e na força das redes sociais para chegar ao Palácio do Planalto.

Renan Santos embora ainda seja desconhecido da maioria do eleitorado, tem crescido exatamente na geração Z. Na pesquisa Atlas, Renan aparece com 24,7% das intenções de voto nesse público. Em fevereiro, ele tinha 2,9% das intenções de voto e 15,9% entre os jovens da faixa etária.

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Aldo Rebelo (Democracia Cristã)

Candidato pelo Democracia Cristâ, Aldo Rebelo passou 32 anos no Partido Comunista do Brasil (Wilson Dias/Agência Brasil)

Candidato pelo Democracia Cristâ, Aldo Rebelo passou 32 anos no Partido Comunista do Brasil (Wilson Dias/Agência Brasil)

Alagoano de Viçosa, Aldo Ribeiro é jornalista. Nos anos 80, foi presidente da UNE Começou na política como vereador de São Paulo. Foi deputado por seis mandatos, presidente da Câmara e ministro de Lula e Dilma Rousseff. É pré-candidato pelo Democracia Cristã.

Em dezembro do ano passado, o ex-ministro lançou a sua pré-candidatura, com a plataforma dos "4Rs": retomada do crescimento, redução das desigualdades, revalorização da democracia e reconstrução da agenda de defesa nacional.

Antes aliado do presidente, Rebelo agora faz fortes críticas ao governo e a entidades ligadas ao meio ambiente e aos povos indígenas, como o Ibama e a Funai.