
Indígenas
Reprodução Agro+
O ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo afirmou que a revogação do decreto do governo Luiz Inácio Lula da Silva que autorizava obras de dragagem em uma hidrovia no Pará expõe a insegurança jurídica e institucional do país. A medida foi tomada após a ocupação de um terminal da multinacional Cargill em Santarém, no oeste do estado.
Segundo Rebelo, o episódio evidencia dificuldades históricas do Brasil em ampliar sua infraestrutura logística, especialmente no transporte hidroviário, considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola, sobretudo da soja do Centro-Oeste. O ex-ministro argumenta que a paralisação de projetos e a judicialização de obras afastam investimentos e reduzem a competitividade do país no comércio internacional.
Durante a entrevista, ele também criticou a atuação de organizações não governamentais ambientais, citando a participação de entidades como o Greenpeace nas manifestações contrárias às intervenções na região amazônica. Para Rebelo, a falta de consenso dentro do próprio governo e as disputas entre órgãos públicos contribuem para um ambiente de incerteza regulatória.
O ex-ministro defendeu que o Brasil amplie o uso de hidrovias para reduzir custos logísticos e melhorar a integração nacional. Ele ressaltou que países com grande capacidade produtiva investem fortemente nesse modal e alertou que, sem avanços em infraestrutura, o país pode perder oportunidades de crescimento econômico e geração de empregos.
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