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Política

Jaques Wagner deve entregar liderança do governo após reunião com Lula

Parlamentar teria cedido à bancada para dedicar mais tempo à própria defesa. Fontes do gabinete do senador afirmaram que o senador‘só vai permanecer se for convencido pelo presidente’

3 min

22/06/2026 10:05 • Atualizado há 124 dias

Jaques Wagner deve entregar liderança do governo após reunião com Lula

Aliados de Jaques Wagner (PT-BA) afirmam que o senador vai entregar a liderança do governo no Senado após a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prevista para acontecer até quinta-feira (25).

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A reportagem da Band apurou que o parlamentar teria cedido à bancada para dedicar mais tempo à própria defesa. Ele foi alvo da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga o Banco Master.

Fontes do gabinete do senador afirmaram que o parlamentar “só vai permanecer se for convencido pelo presidente. Caso contrário, vai pedir para sair".

No Palácio do Planalto, Lula está sendo pressionado para "permitir" a saída do parlamentar do cargo, "como medida profilática" para impedir que o caso Master "contamine" o governo.

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Mas interlocutores do presidente lembram que eles são amigos há mais de 45 anos, e tem uma relação "de total confiança".

Operação da PF mira o senador

A movimentação política ocorre logo após a 9ª fase da Operação Banco Master, deflagrada pela Polícia Federal, que teve o senador Jaques Wagner como um dos alvos. O inquérito apura um esquema de desvios que soma mais de R$ 3,5 milhões. O parlamentar é suspeito de participação em irregularidades envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.

Segundo o material, a operação busca esclarecer movimentações financeiras suspeitas, incluindo valores em espécie que totalizam R$ 481 milhões. A Justiça investiga se esses recursos têm origem em transações ilícitas, embora o senador negue qualquer envolvimento em irregularidades.

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Em entrevista à BandNews TV, Jaques Wagner disse que não pretende deixar o cargo de líder do governo no Senado e que sua candidatura está mantida para o Senado na Bahia. No entanto, há divisão nos bastidores do PT sobre um possível afastamento após a operação.

Alguns interlocutores já sinalizaram a Lula a troca e um dos nomes indicados seria o do senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, para fazer a articulação e melhorar as relações do governo com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

Defesa nega irregularidades

Em nota, o senador Jaques Wagner reiterou que não é réu e não foi denunciado ou acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. Ele afirmou que o apartamento mencionado pela PF, situado em uma área nobre de Salvador, jamais integrou seu patrimônio.

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O senador esclareceu ainda que nega ter recebido recursos do Banco Master ou de Vorcaro, reiterando sua disposição em colaborar com as investigações e a certeza de que a verdade prevalecerá ao final do inquérito.

PT defende Wagner

Internamente, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem manifestado apoio ao senador. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, posicionou-se publicamente em defesa de Wagner, declarando ter plena confiança no parlamentar. Segundo o dirigente, a postura do partido é de aguardar o avanço dos trabalhos da Polícia Federal, sob a convicção de que não haverá comprovação de envolvimento do senador com o esquema investigado.

Apesar do apoio partidário, a permanência de Wagner na liderança segue como um ponto sensível para o Palácio do Planalto, que tem enfrentado desafios para aprovar projetos estratégicos no Congresso e busca evitar que escândalos impactem a agenda governamental.

Jaques Wagner deve entregar liderança do governo após reunião com Lula