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Jaques Wagner diz que sua relação com Vorcaro é ‘praticamente zero’

Líder do governo no Senado concedeu entrevista exclusiva à BandNews TV após a operação da Polícia Federal

Da redação
DA REDAÇÃO

18/06/2026 • 14:51 • Atualizado em 18/06/2026 • 18:08

Resumo

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou, em entrevista à BandNews TV, nesta quinta-feira (18), que a sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é ‘praticamente zero’. Wagner foi alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta manhã.

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“Minha relação com Daniel Vorcaro é praticamente zero. Eu nunca tive maiores entendimentos com o Daniel, o entendimento foi na venda do Credcesta, quando o Augusto Lima comprou a rede de supermercado, com o fundo espanhol. depois ele procurou um banco para fazer um fluxo de caixa e fazer os emprestimos, aí que entra o banco máxima e depois o Banco Master”, explicou.

Quem é Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e alvo de operação da PF

Wagner afirmou que se encontrou com Daniel Vorcaro duas vezes, a primeira quando ele se apresentou como sócio de Augusto Lima no Credcesta, e a segunda teria sido quando Augusto pediu uma indicação para a área jurídica do banco.

“Não tenho nada a esconder”

Informações preliminares apontam que os agentes apreenderam US$ 49 mil e 13 relógios na casa do parlamentar. A ação faz parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o sistema financeiro nacional e fraudes envolvendo o Banco Master. Além do líder do governo Lula no Senado, o banqueiro Augusto Lima também é um dos alvos principais.

“Eu viajei para o exterior várias vezes. De 2019 para cá, eu recebi, de diárias, aproximadamente 70 mil dólares. Eu também comprei [dólares] via Banco do Brasil para fazer a viagem; eu não tenho nenhuma coisa para esconder. Tá guardado no cofre. Nem sempre eu levo a diária, gasto com cartão. Os envelopes tinham o timbre do Senado Federal. Estou tranquilo. Nunca recebi dinheiro do Master ou do Augusto Lima. Estou à vontade”, rebateu o senador.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), os policiais cumprem um total de 18 mandados de busca e apreensão distribuídos estrategicamente nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Paralelamente ao flagrante na capital federal, equipes policiais realizaram buscas no interior da residência particular do parlamentar em Salvador (BA).

Operação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Entre os alvos estão Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, e o banqueiro Augusto Lima.

Os policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os mandados são cumpridos nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.

Nesta fase, os investigadores apuram a eventual participação de agente público com prerrogativa de foro "em esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional."

Outras medidas cautelares, diversas de prisão, como proibição proibição de contato entre os investigados, suspensão de passaporte e monitoração eletrônica, estão sendo cumpridos.

"Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro", diz a PF.