Lula não teme que EUA deixem de reconhecer resultado das eleições, diz fonte
Presidente também não estaria preocupado com os comentários de Donald Trump sobre o processo eleitoral do país

Ricardo Stuckert / PR
Uma fonte da Presidência da República que esteve com Lula na manhã desta quinta-feira (29) afirmou à reportagem da Band que o presidente não está preocupado com os Estados Unidos não reconhecerem as eleições brasileiras.
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Segundo a apuração da repórter Thayane Melo, a fonte afirmou que Lula também não estaria preocupado com os comentários do presidente norte-americano Donald Trump sobre o processo eleitoral do país.
Trump comenta eleições brasileiras
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump comentou, nesta segunda-feira (26), o processo eleitoral brasileiro. Trump destacou que as eleições foram ‘fraudadas’ e que passaram uma imagem ‘péssima’ para o mundo.
“Para mim, a situação pareceu péssima. Não tomei partido, mas pareceu ser mais uma eleição fraudada. A imagem que passou para o mundo foi péssima. Eleições precisam ser incontestáveis e, para mim, isso soa muito mal. Não apoiei ninguém nem nada, mas acompanhei a eleição. Pareceu algo corrupto, terrível”, disse à rede de notícias America's Voice Live.
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Em seguida, o presidente norte-americano foi questionado por jornalistas sobre a sua opinião a respeito da carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Flávio teria se autoproclamado 'presidente eleito do Brasil' e depois mudou o texto do pronunciamento, afirmando ser 'líder do Brasil' no exterior.
Trump afirmou que ainda não conversou com Bolsonaro e repete que as eleições brasileiras foram "muito estranhas". O presidente disse que "não vai se envolver" e nem comentar a carta divulgada por Flávio Bolsonaro.
Carta divulgada por Flávio
O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma declaração oficial nesta quarta-feira (28) após desembarcar nos Estados Unidos, violando ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), onde afirmou ser "o verdadeiro presidente eleito do Brasil".
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Após a primeira versão da carta, o parlamentar divulgou outras duas, com correções. A primeira mudança foi no Brasão da República, que estava desatualizado, e depois mudou a autodeclaração de "presidente eleito do Brasil" para "líder do Brasil".
Flávio alega ter sido vítima de fraude no segundo turno das eleições presidenciais, apesar de não apresentar provas dessa alegação, e agradece os líderes da Argentina e dos EUA por facilitarem sua saída do Brasil.
A chegada do senador aos EUA ocorreu por volta das 10h30 de quarta-feira (28), após um percurso que incluiu a travessia terrestre para a Argentina e uma escala em Guayaquil, no Equador, a bordo de um voo particular que não cruzou o espaço aéreo brasileiro.
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A movimentação ocorreu no contexto de investigações da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro e movimentações financeiras atípicas, além do conselho prévio de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, para que deixasse o país em caso de derrota.
