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Após ação da PF, ministros do STF veem ambiente político 'menos tensionado'

A avaliação é que a PF está deixando claro que não poupará alvos na investigação – que antes era concentrada em nomes da oposição e do centrão

CAIÃ MESSINA

18/06/2026 • 11:18 • Atualizado em 21/06/2026 • 00:43

Bastidores de Brasília
Polícia Federal

Polícia Federal

Polícia Federal/divulgação

Ministros do Supremo Tribunal Federal acreditam que, depois da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (18), o ambiente político “ficará menos tensionado”, ao contrário do que possa parecer. A avaliação é que a PF está deixando claro que não poupará alvos na investigação – que antes era concentrada em nomes da oposição e do centrão.

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Ao mirar no líder do governo no Senado, Jaques Wagner, a aposta dentro do STF é que a PF tira da oposição o discurso de que a corporação tem viés político, “trabalhar para poupar o governo”.

Ainda de acordo com a avaliação dos ministros, a ação pode até distencionar o ambiente dentro do próprio STF, já que, na Segunda Turma, por exemplo, houve o voto dissidente do ministro Gilmar Mendes em relação às prisões de Henrique e Felipe Vorcaro.

Os ministros acreditam que o trabalho da Polícia Federal ganha força com, assim como a posição a favor da investigação dentro do tribunal.

"A investigação ganhou força agora. Dentro da PF e do Supremo", disse um ministro com exclusividade à Band.

Operação mira na liderança do governo

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Entre os alvos estão Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, e o banqueiro Augusto Lima.

Os policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os mandados são cumpridos nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal.

Nesta fase, os investigadores apuram a eventual participação de agente público com prerrogativa de foro "em esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional."

Outras medidas cautelares, diversas de prisão, como proibição proibição de contato entre os investigados, suspensão de passaporte e monitoração eletrônica, estão sendo cumpridos.

"Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro", diz a PF.

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