
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou ter convicção de que foi cumprida a lei na indicação de emendas parlamentares e que reunirá a sua equipe jurídica para definir os próximos passos e fazer esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita nesta terça-feira (14) após sessão no plenário.
Estamos tranquilos com relação a isso (…) Nós vamos defender aquilo que está sendo feito. Nós temos a convicção de que a Câmara está cumprindo a lei acerca da aplicabilidade e da execução das emendas de comissão, e nós vamos demonstrar isso dentro do processo, respeitando o devido processo legal e fazendo todos os esclarecimentos necessários. --Hugo Motta
O presidente da Câmara disse, no entanto, que não iria comentar a menção da Polícia Federal, segundo decisão do ministro Flávio Dino, do STF, de que "tudo indica" que havia "pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de Eduardo Cunha".
Nos últimos dias, o ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de bens e de emendas parlamentares que teriam sido indicadas pelo presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e pelo ex-deputado Eduardo Cunha (MDB), sendo que nenhum dos dois tem mandato parlamentar no momento.
Motta manifestou, no último sábado (11), seu "inconformismo" e classificou como uma "indevida intervenção judicial" a decisão do ministro Flávio Dino sobre o bloqueio de bens e suspensão de emendas ligadas a Valdemar Costa Neto. Na ocasião, a decisão sobre Eduardo Cunha ainda não tinha sido divulgada.
Com Estadão Conteúdo
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