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Atlas: 49% dos brasileiros defendem impeachment de Toffoli após caso Master

Levantamento mostra que quase metade da população apoiam afastamento do ministro do STF em meio a suspeitas de ligação indireta com empresário do Banco Master

Da redação
DA REDAÇÃO

21/03/2026 • 08:36 • Atualizado em 21/03/2026 • 08:36

Resumo

Uma pesquisa da AtlasIntel em parceria com o Estadão mostra que quase metade dos brasileiros defende o impeachment do ministro do STF, Dias Toffoli, devido a suspeitas de ligação com o caso do Banco Master.

O levantamento revela que 49,3% apoiam o afastamento, 33,7% condicionam o impeachment à comprovação de envolvimento direto, 12,8% rejeitam punição e 4,1% não opinaram, com 2.090 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais.

As investigações destacam ligações indiretas entre Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, transações financeiras envolvendo o resort Tayayá, operações milionárias da empresa Maridt S.A. e viagem de Toffoli em jatinho de Vorcaro, ampliando o debate sobre conflitos de interesse no STF.

Uma pesquisa divulgada pela AtlasIntel em parceria com o Estadão aponta que quase metade dos brasileiros acredita que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, deveria sofrer impeachment diante das suspeitas de ligação com o caso envolvendo o Banco Master.

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Segundo o levantamento, 49,3% dos entrevistados defendem o afastamento do magistrado. Outros 33,7% avaliam que ele só deveria ser alvo de impeachment caso haja comprovação de envolvimento direto. Já 12,8% dizem que Toffoli não deveria sofrer qualquer tipo de punição, enquanto 4,1% não souberam opinar.

A pesquisa ouviu 2.090 pessoas entre os dias 16 e 19 de março, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O resultado reflete a repercussão recente do caso que envolve o nome do ministro e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As investigações apontam para ligações indiretas entre ambos, especialmente em transações financeiras relacionadas ao resort Tayayá.

De acordo com informações reveladas, o pagamento feito a Toffoli pela venda do empreendimento teria origem no Fundo Arleen, cujo único cotista era o fundo Leal. Este, por sua vez, tinha como cotista único Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Além disso, o resort também esteve envolvido em uma operação financeira milionária da empresa Maridt S.A., pertencente ao ministro e sua família, fato confirmado em nota oficial. Outro episódio que ganhou destaque foi a viagem de Toffoli, em novembro de 2025, em um jatinho particular de Vorcaro para acompanhar a final da Copa Libertadores.

O caso segue em investigação e tem ampliado o debate público sobre a atuação de ministros do STF e possíveis conflitos de interesse, tema que também apareceu em outros recortes da mesma pesquisa, indicando desconfiança de parte da população em relação à Corte.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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