Band Política

Defesa de Bolsonaro recorre ao STF contra suspensão de visitas por 30 dias

Advogados querem que restrições impostas por Moraes sejam julgadas por todo colegiado

Da redação
DA REDAÇÃO

20/07/2026 • 18:05 • Atualizado em 20/07/2026 • 18:05

Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro

Isac Nóbrega/PR

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta segunda-feira (20) um agravo regimental ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que proibiu visitas ao político.

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O recurso acontece após a suspensão de todos os encontros sociais de Bolsonaro por 30 dias. Também foi vetada a divulgação de qualquer manifesto político-eleitoral, independentemente do meio utilizado ou se feito por intermédio de terceiros.

O agravo regimental contestar decisões monocráticas. Dessa forma, a defesa de Bolsonaro pede que a decisão de Alexandre de Moraes seja reavaliada e julgada por todo o colegiado, nesse caso, a Primeira Turma do STF.

As restrições foram impostas a Bolsonaro em razão da divulgação de uma "carta aos brasileiros", escrita e assinada de próprio punho por Bolsonaro, na qual ele pedia votos para seu filho, Flávio Bolsonaro, nas eleições presidenciais de 2026.

Moraes classificou a conduta como um "flagrante desrespeito" às condições da prisão domiciliar humanitária, destacando que o ex-presidente já havia sido advertido sobre o uso de terceiros para burlar a proibição de acesso às redes sociais.

Além da suspensão geral, o ministro manteve o veto específico ao filho mais velho de Bolsonaro e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que atuou como porta-voz da carta, proibindo-o de visitar o pai por 90 dias.

Argumentos e restrições

A defesa alegou que o ex-presidente não sabia que o manifesto seria tornado público, argumento que Moraes classificou como "absolutamente contraditório aos fatos". O magistrado também rebateu a tese de que o político estaria em regime de isolamento, chamando a afirmação de "patética" ao revelar que Bolsonaro recebeu 185 visitas desde o início de sua prisão domiciliar, em março de 2026.

Atualmente, as únicas exceções à suspensão de 30 dias são para:

  • Atendimentos médicos e sessões de fisioterapia;
  • Encontros com advogados (Bolsonaro possui uma equipe de 30 defensores).

O ministro deixou ainda um alerta a Bolsonaro: caso as regras judiciais não sejam estritamente observadas, o benefício da prisão domiciliar poderá ser revogado, com a reversão imediata para o regime fechado no sistema prisional. Jair Bolsonaro cumpre uma pena total de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de estado.