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'Derrota do governo Lula', diz Flávio Bolsonaro sobre rejeição de Messias

Senador critica critério de indicação de Lula e afirma que placar é reflexo do desgaste institucional da Suprema Corte

Da redação
DA REDAÇÃO

29/04/2026 • 20:01 • Atualizado em 29/04/2026 • 20:01

Flávio Bolsonaro durante sabatina de Jorge Messias

Flávio Bolsonaro durante sabatina de Jorge Messias

Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou que a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado não representa uma derrota do indicado, mas sim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita logo após o placar de 42 votos contrários à indicação do petista ser confirmada.

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"Isso não é uma derrota do Messias, é uma derrota do governo Lula", afirmou o senador, que disse ter pedido votos contra a indicação sem articular ativamente a derrubada do nome.

Segundo o pré-candidato à Presidência, o resultado reflete um acúmulo de insatisfações com o critério adotado por Lula para preencher as vagas na Suprema Corte. "Ele falou tanto na campanha que não indicaria amigos, que não seria um critério de amizade, e é a terceira vez que faz isso", disse, citando as indicações anteriores do ex-ministro da Justiça, Flávio Dino, e de seu advogado, Cristiano Zanin.

O senador afirmou que o governo Lula agora enfrenta duas possibilidades: enviar um novo nome para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pague a pauta, ou submeter uma indicação que fique aguardando o resultado das eleições de 2026. "Se o nosso lado vencer, esse nome vai ser indicado por nós a partir do ano que vem", declarou.

Flávio Bolsonaro também atribuiu parte do resultado ao desgaste do STF com a opinião pública. Segundo ele, o inquérito das fake news e o comportamento de alguns ministros da Corte contribuíram para o ambiente que culminou no placar histórico. O senador fez um apelo ao presidente da Suprema Corte, ministro Edson Fachin, para que convoque os colegas à reflexão e encerre o inquérito. "Já deu. Isso cansa, isso não é democrático", disse.

Ainda que o placar de 42 votos seja, segundo ele, insuficiente para concluir um impeachment de ministro do Supremo, Flávio Bolsonaro afirmou que já seria suficiente para iniciar o processo — o que, pela regra do Senado, levaria ao afastamento automático do ministro por seis meses. Ele não citou nenhum ministro nominalmente nesse contexto.

"O recado é claro. O Senado sempre respeitou o presidente da República na indicação dos nomes, desde que fosse alguém com atuação menos ideologizada e mais técnica. Esse é o critério que sempre deveria ser observado", concluiu o senador.