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Ex-presidente do INSS e mais 5 são indiciados pela PF em novo inquérito

Alessandro Stefanutto é acusado de organização criminosa e por inserir dados falsos em sistema de informação do INSS para aplicar golpes contra aposentados; a defesa nega as acusações

Da redação
DA REDAÇÃO

06/08/2026 • 22:29 • Atualizado em 06/08/2026 • 22:29

Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, é indiciado pela PF

Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, é indiciado pela PF

Saulo Cruz/Agência Senado

O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto está entre as seis pessoas indiciadas pela Polícia Federal em novo inquérito sobre os desvios em aposentadorias. Ele é acusado de organização criminosa e de inserção de dados falsos em sistema de informação.

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A defesa de Stefanutto, preso desde 2025, afirmou em nota divulgada nesta quinta-feira (6) que não comentará o caso porque não teve acesso aos autos do inquérito ou à manifestação completa da PF que levou ao indiciamento. O relatório foi encaminhado ao ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta semana, e as conclusões serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além de Stefanutto, também foram indiciados o ex-procurador-geral, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de benefícios, André Paulo Félix Fidelis.

Os três estavam entre os 48 indiciados primeira etapa da Operação Sem Desconto. O alvo desta parte era a Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), em que foram indiciados pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A investigação aponta que as fraudes foram aplicadas mediante desconto de valores mensais de aposentados e pensionistas do INSS, dando a entender que tornaram-se membros de associações de aposentados. Na realidade, os descontos não foram aprovados em nenhum momento pelos titulares das contas. O caso é investigado desde 2023. A PF estima que os desvios chegam à casa dos R$ 6 bilhões.

O que diz a defesa de ex-diretor do INSS

A defesa de Stefanutto afirmou que não comentará o caso sem ter acesso À integra da manifestação da PF ou aos autos do inquérito, mas reafirmou a inocência dele, dizendo que "jamais praticou qualquer ato ilícito no exercício de suas funções públicas e mantém plena convicção de que a análise integral dos autos demonstrará a inexistência de conduta criminosa que lhe possa ser atribuída".

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