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'Esperava uma atitude mais firme de Messias', diz Sergio Moro em sabatina

Senador reafirmou seu voto contrário a indicação de Jorge Messias ao STF

Da redação
DA REDAÇÃO

29/04/2026 • 13:50 • Atualizado em 29/04/2026 • 13:50

Sergio Moro

Sergio Moro

Wilson Dias/Agência Brasil

O senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou, no início da tarde desta quarta-feira (29), que esperava uma posição mais firme do advogado-geral da União, Jorge Messias, na sabatina que acontece na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

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“Esperava uma posição mais firme do sabatinado em relação à liberdade de expressão. A Advocacia-Geral da União (AGU) tem essa procuradoria de defesa da democracia criada, justamente, nessa gestão que virou uma patrulha da internet”, afirmou.

Moro fez a afirmação após concluir sua participação na sabatina, que acontece nesta quarta-feira. Durante sua participação, ele citou o impeachment de Dilma Rousseff e a relação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro.

Em conversa com jornalistas, após fazer suas perguntas, Moro voltou a afirmar que votará contrário a indicação de Messias para o Supremo Tribunal Federal.

“Esse não é o momento de preencher essa vaga, antes de discutirmos uma profunda reforma no STF, de implementar o código de ética e fazer as apurações necessárias sobre suspeitas existentes", afirmou o senador.

Ele ainda comentou o fato de o Brasil estar perto de uma nova eleição presidencial e disse que “a população vai poder escolher o presidente e, assim, escolher quem decidirá sobre o ministro do STF”.

A participação de Moro na sabatina foi uma dúvida durante os últimos dias. Ele era membro permanente da CCJ pelo União Brasil, mas mudou de partido recentemente, o que o impediu de participar do evento desta quarta-feira. Ele chegou a chamar o impedimento de manobra do governo e se disse surpreso.

Na noite de terça-feira (28), no entanto, ele anunciou seu retorno à comissão ocupando uma vaga de suplente do PL. “Nas reviravoltas que o mundo dá”, afirmou ao comentar o assunto em suas redes sociais.

A sabatina continuava no início da tarde. Ela começou por volta das 10h e não tem prazo para ser concluída. Ao todo, 27 senadores fazem parte da comissão, e Messias precisa da maioria simples deles para ser aprovado.

Após aprovação na CCJ, uma nova votação será realizada no plenário do Senado. Nesse caso, o indicado de Lula ao STF precisa de, pelo menos, 41 votos a favor, dos 81 senadores da Casa.