O senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná, declarou em entrevista à BandNews TV, nesta terça-feira (28), que o governo Lula está “temeroso” de não conseguir os votos suficientes para a aprovação da indicação do advogado-geral da União (AGU) Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração à BandNews TV foi feita após uma manobra do governo retirar o senador do PL da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) às vésperas da sabatina do AGU, marcada para esta quarta-feira (29). Ele será substituído por Renan Filho.
“Eu era membro titular da CCJ do Senado, onde vai ser realizada a sabatina (de Jorge Messias), mas ocupava uma vaga do União Brasil, mas recentemente eu mudei de partido, para o PL. No entanto, normalmente até se fica na vaga antiga porque essa construção foi feita lá atrás. Mas o governo, temeroso de perder a votação na CCJ, manobrou para que eu fosse substituído. Ontem, fui surpreendido com a notícia pela imprensa de colocar em meu lugar o senador Renan Filho”, disse Sergio Moro.
Segundo o senador e pré-candidato ao governo do Paraná, essa manobra reflete a insegurança do governo “quanto a ter ou não votos suficientes para a aprovação do advogado-geral da União (AGU) Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal”.
Na entrevista, Sergio Moro pontuou que, por conta disso, teve que adotar um posicionamento claro e externar seu voto contrário à indicação de Jorge Messias ao STF.
“O fato de eu não votar na CCJ não elimina o meu voto no plenário. Ainda que eventualmente seja aprovado na CCJ, depende da existência de 41 votos, é o governo que tem que correr atrás desses votos para aprovação do ministro da AGU”, pontuou Moro.
Ele destacou que não tem nada contra Jorge Messias, mas no atual momento do STF não pode haver ninguém acima da lei e interferências na esfera legislativa.
“Seria mais prudente deixar essa indicação, essa vaga, para o presidente que for eleito em outubro. Aí a população brasileira vai poder externar se quer esse modelo do STF de Lula ou se quer um modelo diferente de formação desse tribunal”, afirmou. Para Sergio Moro, o tema do Supremo Tribunal Federal será discutido nas eleições.
“A gente tem um Supremo muito aliado ao Lula, visto como aliado do governo, e nós queremos um STF independente, que seja predominantemente técnico, formado por magistrados. Então, por isso, seria melhor deixar esse tema para ser debatido nas eleições e o presidente que for eleito poderá escolher”, finalizou.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

