
Sérgio Moro
Pedro França/Agência Senado
O senador Sérgio Moro (PL-PR) conseguiu voltar para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para participar da sabatina de Jorge Messias, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para o Supremo Tribunal Federal (STF).
O anúncio foi feito pelo próprio senador no X, antigo Twitter, onde afirmou que ocupará uma vaga de suplente do PL. “Nas reviravoltas que o mundo dá”, afirmou ele na publicação.
Moro se disse surpreso, mais cedo, com a manobra do governo para retirá-lo da comissão às vésperas da sabatina --ele será substituído por Renan Filho. O senador era membro fixo da CCJ, mas em uma vaga no União Brasil, só que ele se afiliou ao PL recentemente.
Normalmente se fica na vaga antiga porque essa construção foi feita lá atrás. Mas o governo, temeroso de perder a votação na CCJ, manobrou para que eu fosse substituído. Ontem, fui surpreendido com a notícia pela imprensa de colocar em meu lugar o senador Renan Filho - Sergio Moro.
Segundo o senador e pré-candidato ao governo do Paraná, essa manobra reflete a insegurança do governo “quanto a ter ou não votos suficientes para a aprovação do advogado-geral da União (AGU) Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal”.
Sergio Moro disse à BandNews que, por conta disso, teve que adotar um posicionamento claro e externar seu voto contrário à indicação de Jorge Messias ao STF.
“O fato de eu não votar na CCJ não elimina o meu voto no plenário. Ainda que eventualmente seja aprovado na CCJ, depende da existência de 41 votos, é o governo que tem que correr atrás desses votos para aprovação do ministro da AGU”, pontuou Moro.
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