Band Política

Ex-presidente do BRB trocará de advogado em busca de acordo de delação

Paulo Henrique Costa foi preso na última quinta após investigações da PF descobrirem um esquema de propina entre ele e Daniel Vorcaro

CAIÃ MESSINA

22/04/2026 • 17:10 • Atualizado em 22/04/2026 • 17:10

Bastidores de Brasília
Paulo Henrique Costa

Paulo Henrique Costa

Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, preso há quase uma semana pelas relações com o Banco Master, avisou a sua equipe jurídica que trocará de advogado. A intenção é fechar um acordo de delação premiada. Eugênio Aragão e Davi Tangerino assumem o caso a partir desta quinta (23).

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A Polícia Federal afirma que o movimento já era esperado, uma vez que o ex-presidente do BRB "está sendo pressionado pela família". Delegados dizem que "quando um suspeito importante anuncia que quer delator, como Daniel Vorcaro", começa uma corrida pela delação, em que os primeiros que conseguirem ganham mais benefícios".

Investigação e julgamento

A PF sustenta que o ex-gestor recebeu vantagens indevidas para facilitar esquemas financeiros que envolviam o Banco Master dentro do BRB. Segundo a apuração, os benefícios incluíam negociações imobiliárias de alto luxo, conforme revelado por mensagens extraídas de celulares de investigados.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que define se mantém ou não as prisões preventivas de investigados no caso Master autorizadas pelo ministro André Mendonça já tem placar de 2x0 a favor da manutenção da prisão.

Além de Mendonça, os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques integram a Segunda Turma. Mendonça e Fux votaram pela manutenção da prisão de Costa. Já o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para votar.

O caso está no plenário virtual da Corte. Os ministros têm até as 23h59 da sexta-feira (24) para registrar seus votos no plenário virtual. Nesta manhã, se encerra o prazo para apresentação das sustentações da defesa e da acusação.

Em nota, a defesa de Costa informou que pretende recorrer da decisão de prisão preventiva. Os advogados argumentam que o ex-banqueiro está colaborando com as investigações e que não haveria necessidade da manutenção da custódia cautelar.

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