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PF diz acreditar em delação de ex-presidente do BRB após ida para Papuda

Paulo Henrique Costa estaria sendo pressionado por familiares para revelar detalhes de esquema

CAIÃ MESSINA

17/04/2026 • 16:30 • Atualizado em 17/04/2026 • 16:30

Paulo Henrique Costa

Paulo Henrique Costa

Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

A Polícia Federal diz acreditar que o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa vai propor um acordo de delação premiada. A análise é que "temporadas na Papuda costumam mudar avaliações", afirmou pessoa ligada às investigações, sob pedido de anonimato.

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Até agora, a corporação não foi procurada, e Paulo Henrique Costa tem dito que "não tem disposição de delatar". Pessoas próximas a Costa, porém, dizem que ele está sendo pressionado pela família a contar o que sabe, sob a argumentação de que "não é justo ele ficar preso, e outros envolvidos no processo de venda do Master, não".

O argumento de familiares do ex-presidente do BRB é uma alusão à Daniel Vorcaro, que saiu da Penitenciária da Papuda, em Brasília, e foi para a superintendência da PF, após decidir fechar o acordo de delação.

Costa é tido pela PF como "meticuloso" e, por isso, seria alguém que poderia ajudar nas investigações, fornecendo detalhes de datas e contratos. Nos depoimentos que prestou, por exemplo, ele apresentou documentos para embasar o que disse.

Investigação e julgamento

A Polícia Federal sustenta que o ex-gestor recebeu vantagens indevidas para facilitar esquemas financeiros que envolviam o Banco Master dentro do BRB. Segundo a apuração, os benefícios incluíam negociações imobiliárias de alto luxo, conforme revelado por mensagens extraídas de celulares de investigados.

A Segunda Turma do STF, composta pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques, Luiz Fux e o relator André Mendonça, deve julgar a manutenção da ordem de prisão de Paulo Henrique Costa em uma sessão virtual.

O julgamento está agendado para começar na próxima quarta-feira (22), às 11h, com encerramento previsto para a sexta-feira (24).

Em nota, a defesa de Costa informou que pretende recorrer da decisão de prisão preventiva. Os advogados argumentam que o ex-presidente do banco está colaborando com as investigações e que não haveria necessidade da manutenção da custódia cautelar.

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