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Flávio Bolsonaro diz que articulação resultou na classificação do PCC e CV

O senador e pré-candidato à presidência criticou o governo Lula e prometeu "libertar" o Brasil do domínio das facções criminosas a partir de 2027

Da redação
DA REDAÇÃO

28/05/2026 • 20:41 • Atualizado em 02/06/2026 • 08:30

Em vídeo publicado em suas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que sua recente viagem aos Estados Unidos, na condição de pré-candidato, gerou resultados concretos para a segurança pública do Brasil. Segundo o parlamentar, sua articulação direta com autoridades americanas foi o fator determinante para que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) fossem oficialmente designados como grupos narcoterroristas pelo governo dos EUA.

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No vídeo, Flávio Bolsonaro adotou um tom crítico ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que "em uma viagem como pré-candidato, fizemos mais pelo Brasil e pela segurança dos brasileiros do que o PT e Lula em seus 17 anos de mandato".

O senador foi além, acusando o atual presidente de ter feito "lobby" a favor das facções em conversas anteriores com autoridades americanas — uma afirmação de forte impacto político e contenciosa. Segundo Flávio, enquanto o governo atual seria "conivente" com o crime organizado por não controlar o território nacional nem o sistema carcerário, sua atuação focou em tratar as facções "como terroristas, que é o que eles são".

Agradecimentos a Trump e Marco Rubio

O senador agradeceu publicamente ao presidente dos EUA, Donald Trump, e ao Secretário de Estado, Marco Rubio, por atenderem rapidamente ao pedido. Rubio, conhecido por sua linha dura contra cartéis latino-americanos, tem sido um aliado estratégico da família Bolsonaro em Washington.

PCC e CV

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) a designação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O governo americano também informou a intenção de classificar ambas as facções como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), medida que entra em vigor no dia 5 de junho.

O que muda

Até agora, os EUA tratavam o PCC e o CV apenas como facções criminosas. Com a nova classificação, uma série de sanções é acionada de forma imediata, com foco principal na asfixia financeira das organizações.

Qualquer ativo, conta bancária ou propriedade ligada a membros das facções em solo americano pode ser imediatamente bloqueado ou confiscado. Além disso, nenhuma empresa dos Estados Unidos, incluindo fabricantes de armas e instituições financeiras, poderá manter qualquer tipo de relação comercial com pessoas ou empresas de fachada vinculadas aos grupos.

A legislação antiterrorismo americana também permite intervenções mais drásticas caso o governo entenda que sua segurança nacional está ameaçada. O precedente mais recente é o do presidente venezuelano Nicolás Maduro, enquadrado em leis de narcoterrorismo pelos EUA, o que resultou em mandados de prisão e recompensas internacionais por sua captura.

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