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Gilmar Mendes aponta ataque à honra e à imagem do STF em queixa contra Zema

Ministro pediu que Moraes inclua pré-candidato à Presidência em inquérito das Fake News

Da redação
DA REDAÇÃO

20/04/2026 • 16:45 • Atualizado em 20/04/2026 • 16:45

Bastidores de Brasília
Rome Zema, pré-candidato à presidência, em evento em SP

Rome Zema, pré-candidato à presidência, em evento em SP

Leco Viana/Thenews2/Estadão Conteúdo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou que o ex-governador de Minas e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) atacou a honra e a imagem do Supremo com um post publicado em suas redes.

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A afirmação foi feita no ofício em que Mendes pede ao ministro do STF Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no inquérito das Fake News --Moraes é o relator do inquérito em andamento.

"Zema vilipendia não apenas a honra e a imagem do STF, como também da minha própria pessoa (…) valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de deep fake", afirmou Mendes no documento, que trouxe também imagens e a transcrição da publicação de Zema.

O vídeo em questão foi publicado em março, e mostrava ministros do STF representados por fantoches e com vozes semelhantes às dos próprios magistrados, “com claro intuito vulnerar a higidez do STF, com objetivo de de realizar promoção pessoal”, aponta Mendes.

“Diante do grave acontecimento narrado, que se amolda ao escopo do caderno investigativo em epígrafe, requer-se a apuração deste fato neste inquérito [das Fake News], bem como a adoção de medidas que reputar cabíveis”, afirmou o ministro no ofício.

Críticas ao ministros do Supremo

Em outro vídeo, gravado durante uma palestra em São Paulo neste mês, o pré-candidato à Presidência defendeu a prisão de ministros do Supremo.

Zema criticou o que chamou de "intocáveis" por causa de acusações de escândalos de corrupção recentes, como o caso do Banco Master, e salientou que tais apontamentos sobre o Judiciário do País têm provocado desejo de mudança ainda maior que nas eleições de 2018, quando ele e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram eleitos.

"Inclui principalmente dois ministros, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Esses dois para mim não merecem só processo de impeachment, merecem prisão", disse Zema em entrevista após o evento.

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