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Indiciamento de ministros proposto por CPI precisa de aval de Alcolumbre

Denúncia contra os ministros envolve crime sem caracterização penal; presidente do Senado não é simpático aos trabalhos do colegiado

ESTADÃO CONTEÚDO

14/04/2026 • 12:14 • Atualizado em 14/04/2026 • 12:14

Indicação de ministros do STF terá de passar pelo crivo do presidente do Senado

Indicação de ministros do STF terá de passar pelo crivo do presidente do Senado

Carlos Moura/Agência Senado

Resumo

Se for aprovado nesta terça-feira (14), o relatório da CPI do Crime Organizado, que pede o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, será enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem caberá decidir se o coloca em votação em comissão especial.

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O autor do parecer final, Alessandro Vieira (MDB-SE), propôs indiciamento dos membros da Corte por crime de responsabilidade, sem caracterização penal. Com isso, as denúncias não serão enviadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), cujo chefe, Paulo Gonet, está entre os indiciados.

"O crime de responsabilidade é uma infração de caráter muito mais político. Então ele é investigado, processado e julgado pelo Senado", explicou Vieira ao Estadão.

Uma vez aprovado, o que depende de votação pela maioria da CPI, prevista para as 14 horas desta terça, Alcolumbre passaria a ter controle sobre os rumos das denúncias. Uma eventual condenação causaria o impeachment dos magistrados.

O presidente do Senado não é simpático aos trabalhos do colegiado. Foi dele a decisão de não prorrogar a comissão por mais três meses, como pleiteou o relator.

Vieira não garantiu que haja acordo para a aprovação de seu texto. A sessão em que o parecer seria lido e, depois, apreciado estava prevista para as 9h, mas foi adiada para as 14h a pedido do presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), membro da base do governo.

"Cada um será confrontado com a sua própria biografia", disse o relator ao ser questionado sobre se há consenso.