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Líderes do PSB articulam queda de Tadeu Alencar do Empreendedorismo

Márcio França e João Campos pressionam por saída de Tadeu Alencar do comando da pasta; Maurício Juvenal, cotado para assumir a Secretaria-Executiva, pode se tornar o novo integrante da Esplanada

Thayane Melo
THAYANE MELO

16/04/2026 • 10:20 • Atualizado em 16/04/2026 • 10:20

Bastidores de Brasília
Tadeu Alencar, ministro do Empreendedorismo

Tadeu Alencar, ministro do Empreendedorismo

Antônio Cruz/ Agência Brasil

O ex-ministro Márcio França (PSB) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), lideram a articulação para uma mudança considerada iminente no Governo Federal: a saída de Tadeu Alencar do Ministério do Empreendedorismo.

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A movimentação faz parte de um redesenho político mais amplo, que busca reorganizar forças dentro do governo e acomodar pressões de diferentes alas partidárias. O PSB de Pernambuco entra diretamente na equação, ao lado de nomes como Tabata Amaral, além da ala mais tradicional do PT, que já vinha demonstrando resistência à permanência de Tadeu.

A frente mais ideológica do PT rechaça o ex-deputado federal, que chegou ao cargo após a saída de França, por ter servido como articulador do chamado “grupo dos oito”, que atuou na construção de votos para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Já do lado dos peessebistas, a presença de Tadeu tem proporções maiores por um fator decisivo: a ligação familiar e o imbróglio envolvendo o prefeito do Recife.

O filho de Tadeu é casado com a irmã de João. O prefeito ficou irritado pelo fato do "ministro-parente" ter sido indicado sem sua consulta e sua indicação e passou a pressionar pela sua saída.

Tadeu foi diretamente à mãe de João, Renata Campos, para garantir apoio à sua permanência. Ao mesmo tempo, Tabata Amaral, esposa do prefeito, defendia o nome de Paulo Pereira para o cargo.

A situação deixou João Campos espremido entre a mãe, que simpatiza com Tadeu, e a esposa, que quer outro indicado — transformando uma disputa ministerial em crise de família.

Outro ponto central da articulação é o reposicionamento de Maurício Juvenal, cotado para assumir a Secretaria-Executiva. A eventual nomeação é vista como peça-chave para estabilizar o ambiente interno e reduzir tensões políticas dentro da pasta.

A leitura no governo é de que a nova composição “contempla todos”, distribuindo espaço político e evitando rupturas maiores. Na prática, trata-se de uma operação de pacificação e reorganização de forças.

Nos bastidores, a avaliação é clara: a permanência de Tadeu se tornou insustentável diante do novo arranjo político. A saída, agora, é questão de tempo.

Se confirmada, a mudança consolida uma inflexão importante na dinâmica interna do governo, com impacto direto nas relações políticas e na condução da pasta nos próximos meses.

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