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Lula diz que Trump age como 'imperador' e defende reforço na segurança

Presidente afirmou que deseja criar o Ministério da Segurança Pública e afirmou que o Brasil precisa “pensar em segurança com mais seriedade”

Da redação
DA REDAÇÃO

08/04/2026 • 10:40 • Atualizado em 08/04/2026 • 10:40

Lula durante entrevista na Bahia

Lula durante entrevista na Bahia

Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na manhã desta quarta-feira (8), que o governo deseja criar um Ministério da Segurança Pública. Ele defendeu a necessidade de um orçamento próprio para a área e criticou o comportamento do presidente norte-americano Donald Trump, afirmando que o Brasil precisa fortalecer sua defesa para não ficar vulnerável diante de líderes que agem como se fossem "imperadores".

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“Nós temos que ter uma lei que defina qual é o nosso papel. E a hora que aprovar a PEC, na semana seguinte será anunciada a criação do Ministério da Segurança Pública, inclusive com orçamento. Porque não dá para a gente cuidar de segurança também pedindo esmola", disse em entrevista ao ICL Notícias.

Lula destacou a necessidade de levar a segurança a sério diante da instabilidade regional, mencionando o avanço militar dos EUA na América do Sul e a necessidade de proteger o território brasileiro.

“Daqui a pouco um país resolve invadir o Brasil e nós vamos ter dificuldade? Aliás, os Estados Unidos estão com autorização para colocar bases no Paraguai. Então, hoje, o mundo está exigindo que o Brasil pense em segurança com mais seriedade. Nós temos um cidadão no mundo que acha que é imperador. Que ele todo dia passa um Twitter, todo dia decide uma coisa, todo dia faz uma coisa. E o Brasil não pode ficar vulnerável. Nós somos um país muito grande", completou.

Combate ao crime organizado

Apesar das críticas à postura de Trump, Lula ressaltou que não busca o confronto com os norte-americanos e revelou ter compartilhado informações sobre brasileiros foragidos que vivem em solo americano:

“Brasil não quer briga com os Estados Unidos. Por exemplo, o crime organizado, eu falei para o Trump, falei, olha, você quer combater o crime organizado? Tem alguns bandidos brasileiros que estão nos Estados Unidos. Até moram em Miami. Mostrei fotografia da casa para ele e mandei um relatório das pessoas que nós queremos pegar que estão lá. A nossa Receita Federal está preparada para isso. E nós estamos dispostos a não jogar fora com discussão inócua com os Estados Unidos o futuro desse país", pontuou.