Band Política

Lula não se sente refém do Senado após rejeição de Messias, dizem ministros

Fontes disseram à reportagem que o diagnóstico é que Lula não abrirá mão da indicação de um novo nome ao Supremo

CAIÃ MESSINA

30/04/2026 • 11:54 • Atualizado em 05/05/2026 • 10:16

Bastidores de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai indicar um novo nome para o Supremo Tribunal Federal (STF), apesar da derrota do governo com a rejeição de Jorge Messias para a vaga na Corte.

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Segundo três ministros que participaram da reunião com o petista na noite desta quarta-feira (29), o diagnóstico é que Lula não vai abrir mão da indicação e que “não se sente refém do Senado”.

A derrota foi atribuída ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), à traição na base governista, vinda do centrão, e aos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo.

Na reunião após derrota histórica no Senado, Lula cobrou melhora na articulação política do governo. Além disso, o petista também afirmou não entender como os líderes da base diziam que Jorge Messias seria aprovado, ainda que por margem mínima.

A reação ainda não foi definida. Uma parte do governo pede a escalada da crise, com responsabilização direta a Davi Alcolumbre e demissão de aliados. Outros defendem composição, mas com cobrança e metas caso não entregue o que promete.

Por enquanto, Lula não pretende conversar com o senador. O petista se sente “traído”.

Ministros afirmaram à reportagem tambem que o momento eleitoral e a percepção do Congresso e de parte da população de desgaste do STF tambem foram fundamentais para o resultado adverso.

Estratégia

Segundo ministros, a estratégia a ser adotada é a seguinte: Lula vai fazer a indicação “após a poeira baixar, nas próximas semanas”, e se a votação não for marcada por Alcolumbre. Se o parlamentar trabalhar contra novamente, o governo vai escalar no discurso e vai dizer que ele trabalha contra o país, na base do “quanto pior, melhor”.

O governo sabe que o Amapá precisa muito de recursos federais e Alcolumbre tem diversos cargos na estrutura pública. "Ele precisa do governo tanto quanto o governo precisa dele", disse um ministro à reportagem.

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