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Acordo no Senado deve barrar CPI do Banco Master, aponta Pedro Campos

Em análise, Pedro Campos revela que, ao pautar temas de interesse do governo e da oposição, Davi Alcolumbre costura um pacto nos bastidores que impede a investigação sobre as ligações de ministros do STF e políticos com o banco.

PEDRO CAMPOS

10/04/2026 • 10:34 • Atualizado em 10/04/2026 • 10:34

Em análise no Jornal Gente, o jornalista Pedro Campos detalhou o grande acordo costurado nos bastidores do Congresso, onde as recentes decisões do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, servem para evitar a instalação da CPI do Banco Master.

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Segundo Campos, a jogada política foi pautar temas de interesse de ambos os lados. A sabatina de Jorge Messias ao STF, marcada para 29 de abril, agrada ao governo. Já a análise do veto ao "PL da Dosimetria", que pode beneficiar condenados do 8 de janeiro e está agendada para 30 de abril, agrada à oposição. Para o jornalista, com ambos os lados contemplados, o ímpeto para uma CPI potencialmente explosiva se dissipa. "É isso que nós estamos assistindo nesse momento", afirma.

Na avaliação de Pedro Campos, a manobra ficou clara na nota de Alcolumbre, que especificou o veto como "único item da pauta", sinalizando que não haverá espaço para outras pressões. "Houve um grande acordo nos bastidores para se colocar em votação essas questões", aponta Campos. O resultado, segundo ele, é um "conchavo que só interessa aos políticos", impedindo a investigação sobre um escândalo que envolve altas autoridades da República.

Pedro Campos listou as figuras que teriam que dar explicações na CPI, especialmente quatro ministros do STF:

  • Alexandre de Moraes: Pelo contrato do escritório de sua esposa com o banco.
  • Dias Toffoli: Por negócios envolvendo um hotel de luxo.
  • Cássio Nunes Marques: Por ter viajado em avião ligado ao dono do banco.
  • Gilmar Mendes: Por também ter, supostamente, utilizado aeronave do Banco Master.

"Para impedir tudo isso, o presidente do Senado, então, tira de um bolso um projeto que agrada um lado político, do outro bolso um projeto que agrada outro lado político e a gente tem, então, a acomodação das coisas", conclui Campos.

O jornalista também teceu críticas à indicação de Jorge Messias, argumentando que o critério constitucional de "notável saber jurídico" tem sido "absolutamente rasgado". Ele destaca que Messias não tem obras autorais com teses sólidas, o que, em sua opinião, reforça a percepção de que as recentes indicações ao STF têm sido de cunho mais pessoal do que técnico.

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