Band Política

Manter prisão de Thiago Ávila é ação injustificável de Israel, diz Lula

Para Lula, a detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais representa uma afronta ao direito internacional e exigiu a soltura do brasileiro

Da redação
DA REDAÇÃO

05/05/2026 • 14:46 • Atualizado em 05/05/2026 • 14:47

Ativista brasileiro Thiago Ávila é preso por Israel

Ativista brasileiro Thiago Ávila é preso por Israel

REUTERS/Amir Cohen

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais, nesta terça-feira (5), para pedir a soltura do ativista brasileiro Thiago Ávila, preso em águas internacionais por Israel.

Compartilhar

Em publicação na plataforma X, antigo Twitter, o petista afirmou que a manutenção da prisão do brasileiro é injustificável” e causa grande preocupação.

“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha ‘Global Sumud’, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”, escreveu Lula.

“Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, acrescentou.

Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek foram detidos em 30 de abril por tentarem chegar em Gaza na flotilha "Global Sumud", com ao menos 170 ativistas, com cargas de ajuda humanitária. O governo de Benjamin Netanyahu alega que Ávila e Keshek possuem relações com o Hamas, o que é negado pelos governos dos países.

A prisão deles foi extendida por mais seis dias pela justiça israelense. A decisão foi proferida em nova audiência nesta terça-feira (5). A informação é da ONG de Direitos Humanos Adalah, que atua em Israel, e a decisão foi publicada na página da flotilha Global Sumud.

As advogadas que representam os ativistas afirmaram na audiência que as acusações não têm fundamentos nem elementos que sustentem a detenção contínua. Na audiência anterior, foi apresentada apenas a lista de supostos crimes, como apoio à “organização terrorista”.

A equipe de defesa ressaltou que não existe ligação entre o fornecimento de ajuda a uma população civil por meio de uma flotilha humanitária e qualquer “organização terrorista”. Além disso, como eles foram sequestrados a mais de mil quilômetros de Gaza e não são cidadãos israelenses, a legislação israelense não se aplica a eles.

Apesar disso, o juiz decidiu pela prorrogação com base em provas sigilosas, que não foram apresentadas à defesa, afirmou a ONG.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que a embaixada do Brasil em Tel Aviv presta assistência a Thiago, inclusive na forma de visitas consulares e de acompanhamento das audiências judiciais.