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Messias: indicação pode ter sido o maior erro do governo, diz especialista

Para o cientista político Murilo Medeiros, a rejeição do nome do advogado-geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostrou que Davi Alcolumbre tem poder de veto

Da redação
DA REDAÇÃO

30/04/2026 • 09:25 • Atualizado em 05/05/2026 • 10:12

O cientista político Murilo Medeiros declarou, em entrevista à BandNews TV, que a indicação de Jorge Messias talvez tenha sido o maior erro político do governo Lula. Para ele, a rejeição do nome do advogado-geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostrou que Davi Alcolumbre tem poder de veto.

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O nome de Jorge Messias foi rejeitado pelo plenário do Senado por 42 votos contrários a 34. Esta é a primeira vez que um indicado do governo para uma vaga na Corte Suprema não é aprovado pelo Senado desde 1894, quando cinco nomes propostos pelo marechal Floriano Peixoto foram vetados.

“Foi a maior derrota histórica do governo Lula, e também marca história na vida republicana brasileira, Desde o século XIX o Senado não rejeitava um nome enviado pelo Poder Executivo”, declarou o cientista político.

Para ele, quando Lula anunciou a indicação de Jorge Messias ao STF o momento político era outro, já que aconteceu em novembro de 2025.

“Lula estava sendo beneficiado por uma elevada popularidade com a questão do tarifaço de Donald Trump com o discurso de soberania nacional, momento em que Lula estava bem nas pesquisas eleitoriais, seu governo estava com a popularidade crescendo. O presidente enviou um nome a contragosto do Senado e talvez esse tenha sido o maior erro político do governo até aqui”, acrescentou.

Para Murilo Medeiros, o Palácio do Planalto não conseguiu perceber a temperatura e o sentimento majoritário do Senado, principalmente de sua auto cúpula, que tinha preferência pelo nome de Rodrigo Pacheco.