
Moraes determina prisão de sete réus do núcleo 4 da trama golpista
Rosinei Coutinho/SCO/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10) o início do cumprimento definitivo de pena para sete condenados integrantes do chamado Núcleo 4 da trama golpista. A ordem de prisão foi expedida após o Supremo declarar o trânsito em julgado do processo, etapa jurídica que encerra qualquer possibilidade de apresentação de novos recursos pela defesa.
O grupo em questão foi condenado por promover ações coordenadas de desinformação durante o ano de 2022. Segundo a acusação aceita pela Corte, os envolvidos atuaram na propagação de notícias falsas sobre a integridade do processo eleitoral brasileiro e realizaram ataques virtuais sistemáticos contra instituições democráticas e autoridades públicas.
Prisões e cumprimento de mandados
A execução das ordens de prisão mobilizou diferentes forças de segurança e braços das Forças Armadas. O mandado judicial foi encaminhado ao Exército Brasileiro, que efetuou, ainda na manhã desta sexta-feira, a detenção de três militares:
- O major da reserva Ângelo Martins Denicoli;
- O subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues;
- O tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida.
Além dos militares capturados nesta manhã, o policial federal Marcelo Araújo Bormevet, que já se encontrava em regime de prisão preventiva, teve sua situação alterada para o cumprimento de pena definitiva conforme a nova determinação de Alexandre de Moraes.
Condenados foragidos e situação no exterior
Apesar da ofensiva jurídica, nem todos os mandados foram cumpridos com sucesso. Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, permanece com a ordem de prisão em aberto. Rocha é considerado foragido pela justiça desde dezembro de 2025, quando já havia sido alvo de um mandado de prisão preventiva anterior.
O coronel do Exército Reginaldo Vieira de Abreu também não foi localizado pelas autoridades brasileiras, uma vez que se encontra atualmente nos Estados Unidos. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a captura ou o paradeiro do major da reserva Ailton Gonçalves Moraes Barros, o sétimo integrante da lista de condenações definitivas desta sexta-feira.
Com informações da Agência Brasil
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