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Na CCJ, Flávio Bolsonaro faz pergunta a Messias com críticas a Lula e STF

Senador iniciou sua fala citando as condenações de envolvidos no 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Poderes, em Brasília, foram alvos de ataques antidemocráticos

Da redação
DA REDAÇÃO

29/04/2026 • 12:18 • Atualizado em 05/05/2026 • 10:10

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro

Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, fez perguntas ao advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Flávio Bolsonaro iniciou sua fala citando as condenações de envolvidos no 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Poderes, em Brasília, foram alvos de ataques antidemocráticos. O senador fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes.

“Pessoas julgadas sem foro por prerrogativa, tendo suas vidas decididas apenas pela primeira turma do Supremo, sem individualização das condutas, as denúncias, como um copia e cola, mudando só o nome e qualificação. Um cerceamento de defesa nunca antes visto na história desse Brasil. E algumas centenas de pessoas e famílias que tiveram suas vidas destruídas pela articulação especial de um ministro do Supremo”, disse Flávio.

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Ao citar alguns condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, Flávio Bolsonaro questionou se Jorge Messias considera que essas pessoas são ameçaas para a democracia.

“Nós no Congresso, senadores e deputados, temos lutado muito por aprovação de uma anistia ampla e geral. Essas pessoas, via de regra, trabalhadoras, sem nenhum antecedente criminal, com residência fixa e que estavam apenas inconformadas com a forma como as eleições de 2022 foram conduzidas por Alexandre de Moraes enquanto presidente do TSE”, afirmou o senador.

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“O debate (anistia) foi iniciado no Congresso Nacional e foi interditado, porque mais uma vez o ministro do Supremo Tribunal Federal parecia que estava pilotando o relator desse projeto na Câmara dos Deputados, inclusive com a suspeita de que ele próprio tenha redigido o texto final, que deixou de ser anistia e passou a ser algo chamado de dosimetria”, continuou Flávio.

Na sequência, o pré-candidato à presidência da República citou o escândalo do INSS, revelado durante a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal há um ano.

“Mais um escândalo do governo Lula. Aliás, coincidência, sempre ele o presidente da República nos maiores escândalos de corrupção desse país. Foi assim no Mensalão em 2003, Petrolão em 2007, agora Banco Master, roubo dos aposentados da NSS. E o senhor, enquanto AGU, pediu bloqueio de recursos de vários sindicatos e associações para ressarcir os aposentados que foram roubados. Mais de 4 milhões já fizeram pedido e estão sendo ressarcidos”.

“Mas o senhor deixou de fora algumas associações e sindicatos. Por exemplo, Sindinap, Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos. que tinha como vice-presidente o senhor José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico. Por acaso, irmão do presidente Lula (...). Por que o senhor não quis bloquear as contas dessas entidades? Se era porque entre elas tinha o irmão do presidente Lula na diretoria?”, questionou Flávio.