
Jair Bolsonaro em interrogatório na Primeira Turma do STF
Ton Molina/STF
A Polícia Civil do Distrito Federal pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorização para tomar o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por videoconferência, no caso da arma de fogo registrada no nome do político encontrada com um sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Houve uma tentativa de notificação pessoalmente por parte de agentes da Polícia Civil. No entanto, a equipe que faz a escolta do ex-presidente não autorizou, segundo o delegado Thiago Boing, responsável pela investigação
"Esclarece-se que a tentativa de cumprimento da intimação pessoal restou infrutífera, uma vez que a equipe de escolta responsável não permitiu a efetivação do ato, impossibilitando a ciência pessoal do intimando. Dessa forma, considerando a necessidade de assegurar a regularidade e a participação do intimado no ato designado, solicita-se a expedição da competente autorização e da respectiva intimação por determinação desse Juízo", escreveu o delegado no ofício.
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.
Se for autorizado pelo STF, o depoimento de Bolsonaro está marcado para a próxima quarta-feira (24), às 15h, por videoconferência.
Arma apreendida em nome de Bolsonaro
A Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu, na noite desta segunda-feira (15), uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante a blitz álcool zero na cidade de Taguatinga.
A abordagem foi feita contra um sargento do Exército, ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Além da arma institucional, foi encontrada uma segunda arma no interior do veículo. Ele disse aos policiais que não tinha documentação desta segunda arma porque era de outra pessoa.
Em depoimento na delegacia, o sargento afirmou que a arma pertence a Jair Bolsonaro e que havia retirado o armamento para realizar um reparo mecânico. Ele declarou que a arma foi retirada nesta segunda-feira e seria devolvida nesta terça-feira.
Apesar de possuir porte de arma, a situação chamou a atenção dos policiais porque o armamento estava registrado em nome de terceiros. Diante da circunstância, a arma foi apreendida e o caso encaminhado para análise da Polícia Civil.
O que disse a defesa de Bolsonaro?
De acordo com a defesa, o ex-presidente, que está em prisão domiciliar, pediu ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que faz parte de sua equipe particular e foi parado na blitz, para levar o armamento para conserto.
Os advogados afirmaram que Bolsonaro constatou que a arma não estava em pleno funcionamento.
"Recentemente, o peticionário constatou, pelo simples acionamento do ferrolho, sem qualquer necessidade de disparo, que o mecanismo não estava funcionando regularmente", disse a defesa.
Os advogados também afirmaram que a posse do amamento não tem relação com o fim do prazo de 90 dias para encerramento da prisão domiciliar e que Moraes não determinou a apreensão do armamento durante a tramitação do processo da trama golpista, no qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão.
"Consigna-se, ainda, que, apesar da condenação imposta na AP 2668, não foi determinada a entrega de armas, o cancelamento de registros ou qualquer providência semelhante. O peticionário, portanto, não se encontrava em situação irregular", concluiu a defesa.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


