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Qualquer reforma deve assegurar independência do STF, diz Jorge Messias

Indicado a uma vaga do STF, advogado-geral da União passa por sabatina na CCJ

Da redação
DA REDAÇÃO

29/04/2026 • 17:30 • Atualizado em 05/05/2026 • 10:11

Jorge Messias segura a Constituição durante sabatina na CCJ do Senado

Jorge Messias segura a Constituição durante sabatina na CCJ do Senado

Andressa Anholete/Agência Senado

O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu que qualquer reforma do Judiciário deve assegurar a independência da Corte.

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Ele foi questionado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ) sobre sua posição em relação à proposta que visa aumentar o número de magistrados de carreira na composição da Corte.

"O local adequado para a reforma institucional é esta Casa. Creio que, dentro da dinâmica política, em algum momento este tema avançará. Coloco somente essa questão que deve nortear qualquer discussão sobre o poder Judiciário: assegurar a independência deste órgão fundamental, que é o guardião da Constituição", afirmou.

Messias, que participa de uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (29), disse que, caso seja aprovado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), vai utilizar a decisão judicial como canal de manifestação.

"A forma como me portarei como magistrado, se tiver essa honra, é a utilização do canal próprio para manifestação do magistrado, que é a decisão judicial", afirmou Messias.

'STF legisla quando nós falhamos'

A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) defendeu a atuação do STF em lacunas deixadas por outros Poderes. "Quando o STF legisla em nosso lugar, é porque nós falhamos, é omissão nossa", declarou durante a sabatina.

"De acordo com o princípio da inafastabilidade da jurisdição, não cabe ao magistrado não decidir, porque há uma lacuna na lei. Vide a quantidade de drogas permitidas para o usuário. Quando o STF decidiu, depois de muito tempo acumulando processos, virou aquele escândalo. Nós não fizemos essa parte e o Executivo também não fez", afirmou.

Com Estadão Conteúdo