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Quem é Alexandre Ramagem? Condenado no Brasil, preso e solto nos EUA

Com pena de mais de 16 anos, ex-diretor da Abin fugiu do Brasil e teve nome incluído na lista da Interpol

Da redação
DA REDAÇÃO

16/04/2026 • 12:33 • Atualizado em 16/04/2026 • 12:33

Alexandre Ramangem é preso e solto por polícia migratória nos Estados Unidos

Alexandre Ramangem é preso e solto por polícia migratória nos Estados Unidos

Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, foi liberado pela Immigration and Customs Enforcement (ICE), em Orlando, nos Estados Unidos, depois de ter sido detido na última segunda-feira, 13.

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A prisão ocorreu por irregularidades migratórias, como uso de passaporte cancelado e visto vencido , e não diretamente pela condenação que ele enfrenta no Brasil. Após a soltura, Ramagem entrou com um pedido de asilo político, o que pode suspender eventuais processos de deportação enquanto o caso é analisado.

Mas afinal, quem é Alexandre Ramagem?

A pergunta apareceu entre as mais buscadas no Google nesta quinta-feira, 16, como reflexo da repercussão em torno da detenção e da liberação no país. Além dessa, também cresceu o interesse por dúvidas como “por que foi preso”, “se está preso” e “se foi solto”.

Ramagem foi delegado da Polícia Federal e foi chefe da Abin entre 2019 e 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele também foi eleito deputado federal, mas teve o mandato cassado em 2025 após condenação criminal.

Condenado e foragido no Brasil

A Justiça brasileira condenou Ramagem a mais de 16 anos de prisão em regime inicial fechado por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, ligados a suposta trama golpista em janeiro de 2022. Ele nega as acusações e recorre da decisão.

Antes da condenação definitiva, ele deixou o país em setembro do ano passado, atravessando a fronteira com a Guiana com um passaporte diplomático. Desde então, passou a ser considerado foragido e teve o nome incluído na lista da Interpol.

Abin paralela

Outro ponto central das investigações envolve o chamado caso da “Abin paralela”. Segundo a Procuradoria-Geral da República, durante sua gestão, a agência teria sido usada para monitorar adversários políticos e produzir informações fora dos canais institucionais, inclusive com o uso de ferramentas de geolocalização sem autorização formal.

Além disso, Ramagem foi demitido da Polícia Federal em abril de 2026, por decisão do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

Hoje, o ex-diretor da Abin vive nos Estados Unidos, enquanto o pedido de extradição feito pelo Brasil aguarda análise.

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