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Quem é Ciro Nogueira, senador alvo de operação que investiga Banco Master

Senador e presidente do Progressistas é um dos alvos da PF na quinta fase da operação Compliance Zero

Da redação
DA REDAÇÃO

07/05/2026 • 07:46 • Atualizado em 08/05/2026 • 08:52

O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do partido Progresisstas (PP), é um dos alvos dos mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos na quinta fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga supostas fraudes ligadas ao Banco Master.

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A reportagem da Band apurou que um dos mandados foi cumprido no apartamento do parlamentar em Brasília.

Quem é Ciro Nogueira

Ciro Nogueira nasceu em 21 de novembro de 1968 em Teresina, no Piauí. Ele é advogado formado pela PUC do Rio de Janeiro. O político foi ministro-chefe da Casa Civil durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O parlamentar foi deputado federal por quatro mandatos e chegou ao Senado em 2011, sendo eleito novamente em 2018. Desde 2013, Ciro Nogueira preside o Progressistas.

5ª fase da Operação Compliance Zero

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes ligadas ao Banco Master.

A operação tem o objetivo de aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Agentes federais cumprem, ao todo, dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

A decisão judicial autorizou, ainda, o bloqueio de bens, direitos e valores no valor de R$ 18,85 milhões.

Em nota, a defesa do senador repudiou qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente na atuação parlamentar, e reiterou o compromentimento de Ciro Nogueira em contribuir com a Justiça, “a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”.

“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, diz trecho da nota.