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Relação de Lula com Vorcaro precisa ser explicada, diz Cláudio Humberto

Analista político fala das investigações que ligam Jaques Wagner ao dono do Master e de supostas reuniões sigilosas entre o presidente e o empresário

Por Redação
REDAÇÃO

22/06/2026 • 17:54 • Atualizado em 22/06/2026 • 17:54

Cláudio Humberto

O analista político Cláudio Humberto afirmou, em comentário na BandNews TV nesta segunda-feira (22), que a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Daniel Vorcaro precisa ser explicada. De acordo com o jornalista, ambos mantiveram encontros longos em Brasília, incluindo uma reunião com uma hora e meia de duração ocorrida em dezembro de 2024.

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"Isso é outra coisa que precisa ser explicada, né? Essa relação de Vorcaro com o presidente da República, que incluiu até encontros, e o último deles durou uma hora e meia em dezembro de 2024. Foi um dia desses, né, um ano e pouco atrás. Eles simplesmente tiveram uma reunião longa e com a presença de personagens que ganharam muito dinheiro com o Daniel Vorcaro, como o Guido Mantega, que foi contratado por ele como consultor, assessor, sei lá o que, aspones, a razão de R$ 1 milhão por mês. A pedido, a contratação terá sido feita a pedido de Jaques Wagner, ainda que ele tenha negado", criticou Cláudio Humberto.

Amizade de longa data e operação da PF

Para o colunista, o cenário político fica ainda mais complexo devido à ligação histórica entre Lula e o senador Jaques Wagner (PT-BA), que atua como líder do governo. Recentemente, o senador tornou-se alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que realizou buscas e apreensões de milhares de dólares e euros em seus endereços na Bahia e em Brasília.

"É preciso que as pessoas saibam que Lula e Jaques Wagner são unha e carne. São amigos há mais de 40 anos. Lula, quando está fora do poder, ou estava fora do poder e viajava para a Bahia, só se hospedava na casa de Jaques Wagner. Eles são amigos nesse nível, né? E, portanto, dificilmente Jaques Wagner cometeria um ato de deslealdade ao Lula. Ele não terá feito nada que o Lula não soubesse, ou que, no mínimo, fosse por ele autorizado. É isso que se sabe", ressaltou o jornalista.

O balcão de emendas e a indicação ao Supremo

Conforme aponta o analista, a crise no Palácio do Planalto gerou um gasto recorde com a liberação de emendas parlamentares para tentar aprovar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que acabou fracassando. Ele avalia que a movimentação bilionária funcionou como um balcão de negócios com o Congresso.

"O governo contingenciou recursos à maioria dos ministérios, mas não falta dinheiro no balcão de negócios ali com o Parlamento para a liberação de emendas parlamentares para deputados e senadores. No total, já foram liberados por Lula mais de R$ 18,4 bilhões em emendas somente este ano. O dado que impressiona é o total pago somente no mês de maio: R$ 14,1 bilhões, 77% do total pago em 2025. O que é que aconteceu em maio para bater esse recorde de liberação de emendas parlamentares? Aconteceu a sabatina e a indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal. Lula jogou pesado, liberou toda essa grana para parlamentares, mas o seu indicado ao Supremo acabou rejeitado", concluiu Cláudio Humberto.

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