Band Política

Tarifaço: Brasil não vacilará no dever de defender a soberania, diz Lula

Em publicação nas redes sociais, presidente declarou que proteger a soberania nacional é uma obrigação que deve estar acima de todos os partidos políticos

Da redação
DA REDAÇÃO

17/07/2026 • 11:23 • Atualizado em 17/07/2026 • 11:23

Lula em coletiva para a imprensa durante a reunião do G7

Lula em coletiva para a imprensa durante a reunião do G7

Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais, na noite desta quinta-feira (16), para afirmar que o Brasil não irá vacilar no dever de defender e preservar a soberania nacional.

Compartilhar

Conforme a publicação, proteger a soberania nacional é uma obrigação que deve estar acima de todos os partidos políticos.

“O Brasil não vacilará no dever de defender e preservar nossa soberania”, escreveu Lula na publicação, que está acompanhada de uma imagem do petista com a mão sobre a bandeira brasileira.

“Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”.

A manifestação foi feita após o governo dos Estados Unidos confirmar a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida passa a valer a partir de 22 de julho, com base em investigações feitas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

Tarifaço de 25%

O governo dos Estados Unidos confirmou, na noite desta quarta-feira (15), a aplicação de um novo "tarifaço" sobre produtos brasileiros. A medida, anunciada pelo Representante do Comércio norte-americano, Jamieson Gree, impõe uma tarifa adicional de 25%, que se soma à alíquota geral de 10% já aplicada às exportações brasileiras para o mercado americano.

A lista completa de produtos que sofrerão impacto ainda não foi divulgada, mas o governo dos EUA já afirmou que café e carne bovina ficarão de fora da taxação. O etanol, por outro lado, já está confirmado na lista de produtos a sofrerem a nova tarifação.

Antes mesmo do anúncio feito na noite desta quarta-feira, o Palácio do Planalto já considerava a adoção das tarifas como certa e estudava medidas de reciprocidade para responder à ofensiva comercial.

Washington justifica a nova imposição tarifária acusando o Brasil de práticas nocivas às empresas norte-americanas em áreas como comércio digital, serviços de pagamento, propriedade intelectual e desmatamento ilegal.

No entanto, o governo brasileiro classifica as tarifas como injustas e rebate os argumentos técnicos utilizados, especialmente as acusações sobre o aumento do desmatamento na Amazônia, cujos números oficiais indicam o contrário.

Durante as rodadas de negociação, que o Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR) deu por encerradas nesta semana, as autoridades brasileiras tentaram propor a redução de tarifas sobre o etanol em troca de maior acesso ao açúcar no mercado americano, mas a proposta foi descartada pelos EUA.

Uma nova taxação ainda pode ser aplicada aos produtos brasileiros. O governo dos EUA pode aplicar mais 12,5% de taxas, dessa vez por uma acusação de que o Brasil estaria falhando em proibir ou fiscalizar casos de trabalho forçado. A decisão sobre essa nova taxa está prevista para até o dia 24 de julho.