
Eleitores de três cidades escolheram novos prefeitos neste domingo
Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Eleitores das cidades de Cabedelo (PB), Oiapoque (AP) e Cachoeirinha (RS) irão às urnas duas vezes em 2026. A primeira foi neste domingo (12), onde aconteceram eleições suplementares para a escolha de novos prefeitos.
Em Cabedelo, na região metropolitana de João Pessoa, o eleito foi Edvaldo Neto (Avante). Ele, que disputava o Executivo com Walber Virgolino (PL), recebeu pouco mais de 16 mil votos e comandará a prefeitura da cidade.
O antigo prefeito, André Coutinho (Avante), e sua vice, Camila Holanda (PP) foram condenados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a perda do mandato por abuso de poder político e econômico e compra de votos que envolvia facções criminosas.
Segundo a denúncia, a dupla nomeava pessoas ligadas à Tropa do Amigão – "braço" do Comando Vermelho no estado – para cargos comissionados e empregos terceirizados na prefeitura mediante indicação dos líderes do tráfico. Um vereador, Marcio Melo (União Brasil), também perdeu o mandato.
Em Oiapoque, no extremo norte do País, uma diferença de menos de 500 votos deu a Inácio (PDT) a vitória. O pedetista bateu Guido (PP) e Sena da Dinâmica (MDB) para se tornar prefeito da cidade de 30,7 mil habitantes.
Por lá, Breno Almeida (PP) e Arthur Lima (Solidariedade), ex-prefeito e vice, respectivamente, foram cassados após Almeida ser preso pela Polícia Federal (PF) com quase R$ 100 mil que seriam usados, segundo a investigação, para compra de votos.
Já em Cachoeirinha, região metropolitana de Porto Alegre, a nova prefeita é Jussara Caçapava (Avante), que, com mais de 22,5 mil votos, bateu Claudine (PP), Tairone (PT) e Lais Cardoso (PSOL).
Na cidade gaúcha, o ex-prefeito Cristian Wasem (MDB) e seu vice, delegado João Paulo Martins (Progressistas), perderam o comando do Executivo por interferências no funcionamento da Câmara de Vereadores e praticado pedaladas fiscais no Instituto de Previdência da cidade.
Outros casos aconteceram este ano
Estas não foram as primeiras eleições suplementares de 2026. Em março, eleitores das cidades de Potiretama, Senador Sá e Choró, todas no Ceará, também foram às urnas.
Em Potiretama, Solange Campelo (PT) se tornou a nova prefeita depois que o anterior, Luan Dantas (PP), foi cassado por contratações irregulares no período pré-eleitoral, configurando uso da máquina pública para fins eleitorais. Ele também é suspeito de encomendar um incêndio na casa de um desafeto político.
Em Senador Sá, Bel Júnior (PP) e sua vice, Professora Maria (PP) foram cassados por abuso de poder econômico. Segundo a denúncia, o ex-prefeito organizou uma vaquejada com seu nome, o que configura showmício e é proibido pela legislação eleitoral.
Já em Choró, Bebeto Queiroz (PSB) foi preso pouco depois do pleito de 2024 e sequer tomou posse. Ele e seu vice, Bruno Jucá (PRD), são investigados pela PF por envolvimento com um grupo que fraudava contratos de prefeituras e usava o dinheiro para comprar votos e influência política.
Ao menos eleitores de mais cinco cidades vão às urnas antes do pleito de outubro. No dia 17 de maio, vão às urnas Brejo Alegre (SP) e as cidades de Itaú e Ouro Branco, ambas no Rio Grande do Norte. Já em 21 de junho, as eleições serão nas cidades mineiras de Amparo do Serra e Bonito de Minas.
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