'O caminho é respeitar as urnas', afirma Tarcísio após declaração de Flávio
Governador de São Paulo afirmou que entende a revolta do colega, mas que o momento deve ser de serenidade

SP - ELEIÇÕES/SP - POLÍTICA - O candidato à reeleição ao Governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vota no Colégio Miguel de Cervantes, na zona sul da capital, durante o primeiro turno das Eleições 2026, na manhã deste domingo (04). Os candidatos ao Senado, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), acompanharam Tarcísio de Freitas. 04/10/2026 - Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou-se oficialmente sobre o episódio envolvendo a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos e o teor de sua carta pública.
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Embora tenha declarado compreender a revolta do parlamentar, o governador defendeu que o momento exige serenidade, respeito ao processo democrático e a construção de uma oposição que atue dentro do arcabouço institucional.
A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. É assim, respeitando o processo democrático e trabalhando dentro das instituições, que vamos fortalecer o sistema de freios e contrapesos que sustenta a nossa democracia. --Tarcísio de Freitas
A declaração de Tarcísio acontece após o candidato à presidência derrotado e seu aliado político Flávio Bolsonaro divulgar uma carta se autoproclamando o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e alegando, sem apresentar nenhuma prova, ter sido vítima de fraude no segundo turno das eleições presidenciais.
Após a primeira repercussão, Flávio chegou a mudar sua carta trocando o trecho em que dizia ser "o verdadeiro presidente eleito do Brasil" por "líder do Brasil".
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No documento, o parlamentar, que deixou o Brasil violando ordens do Supremo Tribunal Federal (STF), sustenta que a votação de domingo (25) foi marcada por irregularidades, apontando uma suposta "impossibilidade matemática" na adição de mais de 10 milhões de votos pelo adversário e criticando a extensão do horário de votação.
Além disso, defende a cassação da chapa vitoriosa, de Luiz Inácio Lula da Silva (PL) e Geraldo Alckmin (PSB), sob o argumento de uso indevido da máquina pública e abuso de poder político e econômico. Flávio Bolsonaro, no entanto, não apresenta provas no documento.
