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Política

Ramagem diz ter oportunidade de expor 'farsa do golpe' após prisão nos EUA

Ex-deputado se manifestou pela primeira vez após ser detido por polícia de imigração

3 min

16/04/2026 18:22 • Atualizado há 191 dias

Ramagem diz ter oportunidade de expor 'farsa do golpe' após prisão nos EUA

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) se pronunciou pela primeira, nesta quinta-feira (16), após ser solto pela polícia de imigração dos Estados Unidos (ICE). Em suas redes sociais, ele falou que ganhou mais uma oportunidade de explicar a “perseguição que é feita no Brasil, a farsa do golpe”.

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Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Alexandre Ramagem agradeceu às pessoas que torceram, oraram e fizeram chegar às autoridades americanas a regularidade da permanência dele e de sua família nos EUA. Agora, ele aguarda decisão sobre seu pedido de asilo no país.

“Eles [governo americano] viram claramente que eu não deveria sofrer aquele procedimento e muito menos estar preso. Minha liberação acabou sendo administrativa, sem nenhum pleito judicial, não houve nem pagamento de fiança”, afirmou o ex-deputado federal e ex-chefe da Abin, que foi solto na quarta-feira (15), dois dias após a detenção.

O ex-parlamentar também afirmou que sua situação está regular no país e que não está se escondendo. “Meu endereço é conhecido das autoridades, minhas filhas estão matriculadas na escola”, completou ele, que fez várias críticas à Polícia Federal brasileira, chamando-a de "polícia de jagunços".

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Ramagem, que foi condenado a 16 anos e 1 mês de reclusão, por envolvimento da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, deixou o Brasil no final do ano passado e, desde então está morando com a família nos Estados Unidos.

No vídeo, ele afirmou que “o presidente Bolsonaro está preso sem crime algum”, e exaltou Flavio Bolsonaro, filho do ex-presidente e pré-candidato nas eleições deste ano. “Ele está liderando as pesquisas e temos tudo pra mudar o Brasil fazendo [coisas] grandes”.

Condenado no Brasil

No final de janeiro, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública informou ao STF que o pedido de extradição do ex-deputado federal tinha sido entregue ao governo dos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2025.

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O político teve o mandato cassado em 18 de dezembro do ano passado, no mesmo dia em que a Câmara também declarou a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

À época, pelas redes sociais, Ramagem afirmou que a decisão foi resultado de uma "canetada" e acusou o então presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), de atuar como "subordinado de um ministro ditador", em referência a Alexandre de Moraes.

Ramagem deixou o Brasil em setembro de 2025 de forma clandestina, evitando pontos oficiais de controle migratório. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, ele cruzou a fronteira pelo estado de Roraima, passou pela Guiana e embarcou para os Estados Unidos com um passaporte diplomático que não havia sido apreendido pelas autoridades.

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