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Carnaval de hoje, sem comparação com o de ontem

Cesar de Alencar e Emilinha Borba, ele animando e ela cantando, foram alguns dos responsáveis pelo brilho do carnaval de outros tempos.

Por Redação
REDAÇÃO

06/01/2026 • 14:31 • Atualizado em 06/01/2026 • 14:31

Milton Parron
Emilinha Borba e César de Alencar

Emilinha Borba e César de Alencar

Blog do Milton Parron

Não há como negar que o carnaval, que novamente se avizinha, não tem mais a graça e a animação de antigamente, especialmente quanto a produção musical. As marchinhas de melodias contagiantes e letras poéticas, por vezes maliciosas, mas, sem o apelo de expressões obscenas, deram lugar ao mau gosto que hoje impera e, talvez por essa razão, o rádio, maior alicerce dos festejos carnavalescos de antes, hoje em dia nem transmite os poucos bailes que ainda existem e muito menos divulga as raras músicas que são gravadas. Cesar de Alencar, o mais conhecido animador de programas de auditório e um divulgador notável da grande festa onde o único rei é Momo, no programa Memória da rádio Bandeirantes, em 1989 falou sobre essa triste realidade em que se transformou a maior festa popular brasileira:

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Cesar de Alencar, nascido em Fortaleza em 1917, faleceu no Rio de Janeiro em 1990, enquanto Emília Savana da Silva Borba, carioca nascida em 1923, faleceu, também no Rio de Janeiro, em 2005.

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