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QUEM PARTE, LEVA SAUDADE...

Certamente, Carmen Costa, excelente intérprete de determinado gênero musical espremido entre a chamada dor de cotovelo e os de enredo carnavalesco, nunca foi esquecida.

Por Redação
REDAÇÃO

19/03/2026 • 12:48 • Atualizado em 19/03/2026 • 12:48

Milton Parron
Carmen Costa

Carmen Costa

Carmen Costa - Blog do Milton Parron

Nascida em 1920 em Trajano de Moraes, interior do Estado do Rio de Janeiro, deu um duro danado durante toda sua vida para conseguir um lugar ao sol. Brilhou, é verdade, mas exercendo antes, com resignação, atividades humildes, primeiro na lavoura, depois como doméstica, mais tarde operária numa fábrica de bonecas e sem ter recebido jamais, a devida remuneração por sua atuação como artista. Foi justamente quando exercia trabalho de doméstica na casa do ídolo da MPB, Francisco Alves, que teve finalmente a oportunidade de mostrar todo seu talento levada pelas mãos do próprio ídolo e patrão. Carmen Costa, cujo nome de batismo era Carmelita Madriaga, deu longa e interessante entrevista no programa Memória, da rádio Bandeirantes, em 1998, cujo trecho pode ser ouvido abaixo:

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Tendo trabalhado a vida inteira, e durante toda a vida nunca deixado de contribuir com a Previdência Social, quando resolveu se aposentar começou a ser escrito mais um capítulo do seu livro de penas continuadas. Foi humilhada, acusada de tentar burlar a Previdência, submetida a questionamentos idiotas, enfrentou filas e, ao fim da vida, em 2007, aos 87 anos de idade, morreu pobre, esquecida do grande pública e da imprensa, porém, sempre cercada do carinho e da proteção de sua única filha, Silésia.

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