A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, que acontece neste domingo na Avenida Paulista, será marcada pela celebração de três décadas de luta por respeito, cidadania e diversidade. A avaliação é da jornalista Roseli Tardelli, fundadora da Agência AIDS e criadora do Camarote Solidário, que participou do programa Manhã Bandeirantes para falar sobre a importância histórica do evento.
Segundo Roseli, a Parada representa um marco não apenas para a capital paulista, mas também para o Brasil e a América Latina. Para ela, os 30 anos do evento simbolizam conquistas importantes da população LGBT+, além de avanços no acolhimento e no respeito à diversidade.
Durante a entrevista, a ativista também destacou iniciativas voltadas à prevenção e ao combate ao HIV. Entre elas, a exposição “Copa do Mundo e Saúde: os gols que os países marcam contra o HIV”, instalada no Parque Mário Covas. A mostra apresenta indicadores e experiências de países que participarão da próxima Copa do Mundo, abordando estratégias de enfrentamento ao vírus.
Roseli ressaltou exemplos considerados positivos, como o do Marrocos, que registra atualmente seu menor índice de novas infecções por HIV, e o da Escócia, que tem avançado significativamente no diagnóstico precoce e na ampliação da profilaxia pré-exposição (PrEP). Ela também citou o Haiti, que tem conseguido reduzir o número de mortes relacionadas à doença.
Ao comentar os desafios brasileiros, a jornalista defendeu a ampliação de políticas públicas de prevenção, especialmente a expansão de máquinas de distribuição de PrEP para outras regiões do país. Segundo ela, São Paulo é referência internacional no enfrentamento ao HIV, graças a investimentos em prevenção, diagnóstico e tratamento.
A ativista também destacou a realização da 23ª edição do Camarote Solidário, iniciativa que arrecada alimentos durante a Parada. No ano passado, a ação reuniu cerca de sete toneladas de alimentos, distribuídas para mais de 14 organizações sociais da capital paulista.
Para Roseli Tardelli, a Parada mantém seu caráter festivo, mas também preserva um importante papel político e social. Em ano eleitoral, ela defende que o evento sirva para reforçar debates sobre respeito à diversidade, inclusão e direitos humanos.
“A Parada é um marco para que a cidade de São Paulo e o Brasil possam cada vez mais respeitar e acolher a diversidade”, afirmou.
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