
Aeroporto de Congonhas, em SP
Rovena Rosa/Agência Brasil
Após anos de reclamações e congestionamentos crônicos que afetam a Avenida Washington Luiz, na zona sul de São Paulo, a Aena, concessionária que administra o Aeroporto de Congonhas, anunciou um plano para reformular o acesso e a capacidade do bolsão de espera para motoristas de aplicativo. A medida, divulgada nesta terça-feira, promete aumentar o número de vagas de 140 para 250 e deslocar o portão de entrada, em uma tentativa de desafogar um dos pontos mais críticos do entorno do terminal.
O problema é um velho conhecido de motoristas e passageiros. Atualmente, a entrada para a área de espera gratuita, onde os condutores aguardam em uma fila virtual por chamadas de corridas, causa longas filas que transbordam para a Avenida Washington Luiz, travando o tráfego local. O sistema permite uma permanência de até 40 minutos sem custo; após esse período, é cobrada uma taxa de R$45. A capacidade limitada do bolsão faz com que muitos motoristas fiquem do lado de fora, aguardando uma vaga para poder entrar, o que intensifica o caos viário.
De acordo com a nota enviada pela Aena, a mudança ocorrerá "nos próximos dias", ainda sem uma data específica. O novo acesso será feito próximo à entrada do edifício-garagem do aeroporto, na altura da Praça Comandante Lineu Gomes. A expectativa da concessionária é que, ao retirar a fila de carros da atual entrada, o fluxo na Avenida Washington Luiz seja significativamente melhorado.
A ampliação de mais de 75% no número de vagas, saltando para 250 espaços, visa atender à alta demanda e reduzir a necessidade de os motoristas esperarem do lado de fora. A Aena reforça que o acesso ao bolsão continuará sendo permitido apenas para condutores que comprovarem estar ativos na fila virtual de seus respectivos aplicativos.
Apesar da promessa de melhoria, a solução levanta novas questões. A principal delas é se o novo ponto de acesso, compartilhado com a entrada do estacionamento principal, não irá apenas transferir o problema de lugar, complicando a vida dos usuários que desejam apenas parar no edifício-garagem. A resposta, por enquanto, permanece incerta e será observada apenas quando a alteração for implementada.
As mudanças fazem parte de um pacote mais amplo de obras de melhoria tocado pela Aena no aeroporto, que visam otimizar o fluxo geral de veículos e passageiros, mas que, no curto prazo, têm contribuído para o trânsito caótico da região. Para os milhares de motoristas e passageiros que enfrentam diariamente a saga para chegar ou sair de Congonhas, a esperança é que a promessa de alívio se concretize e não se torne apenas mais um capítulo na longa história de transtornos do terminal.
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