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Aldo Rebelo: prisão de Bolsonaro repete erro do caso Lula

Ex-ministro compara prisão de Bolsonaro à de Lula em 2018 e diz que Judiciário tenta substituir a política no comando do país

Por Redação
REDAÇÃO

22/11/2025 • 09:49 • Atualizado em 22/11/2025 • 09:49

Aldo Rebelo: “Prisão de Bolsonaro é mais um capítulo da tragédia institucional brasileira”

Para o ex-ministro Aldo Rebelo, a prisão preventiva de Jair Bolsonaro representa mais um episódio de desorientação política e institucional do país. Em participação no Jornal Gente, neste sábado (22), Rebelo comparou a medida à prisão de Luiz Inácio Lula da Silva em 2018, destacando que ambas refletem uma disputa de poder entre o sistema político eleito e as corporações do Judiciário e da Polícia Federal.

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“Não há muita diferença entre essa prisão e aquela que levou Lula para Curitiba. A diferença é que Lula gozava de boa saúde. Bolsonaro está doente. Mas ambos são políticos eleitos, submetidos ao poder de corporações que agora julgam ser o destino da política brasileira”, afirmou.

O ex-ministro, que já ocupou as pastas da Defesa, Ciência e Tecnologia e Esportes, disse ter visitado Lula às vésperas de sua prisão em São Bernardo do Campo. “Lá havia uma multidão, mas nenhuma tentativa de fuga, nenhum tumulto. Lula se entregou. Agora, dizem que Bolsonaro, mesmo doente e em prisão domiciliar, representa risco de evasão”, criticou.

Para Rebelo, a convocação de uma vigília religiosa não deveria ter sido tratada como tentativa de mobilização subversiva. Ele vê o episódio como parte de um movimento mais amplo de substituição da política pelas corporações. “É como se estivéssemos voltando à Antiguidade, quando o destino das pessoas era definido pelos oráculos. A política foi criada para substituir os deuses.”

Em tom duro, Aldo Rebelo disse que o Supremo Tribunal Federal deixou de representar a legalidade democrática. “Essa instituição já entregou uma mulher judia grávida para morrer num campo de concentração na Alemanha. Nada me surpreende”, afirmou, citando um dos episódios mais criticados da história do STF, ocorrido durante o Estado Novo.

O ex-ministro também criticou o que classificou como “revanchismo contra os militares”, ao atribuir a Bolsonaro, por ser militar da reserva, a responsabilidade por “mazelas nacionais” que, segundo ele, são historicamente compartilhadas com outros setores da sociedade, como políticos, empresários e até a Igreja Católica.

Por fim, Aldo Rebelo lamentou a polarização crescente no país. “Assim como os adversários de Lula festejaram sua prisão, os de Bolsonaro celebram hoje. Isso não vai ajudar o Brasil a reencontrar o caminho da paz e do desenvolvimento”, concluiu.

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