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Alerta de Hantavírus: Infectologista detalha riscos de nova cepa

Em entrevista, o médico infectologista Dr. Jean Gorinchteyn esclarece o recente alerta da OMS sobre o hantavírus e oferece um guia para prevenir as principais doenças respiratórias da estação.

Por Redação
REDAÇÃO

12/05/2026 • 14:17 • Atualizado em 12/05/2026 • 14:17

Hantavírus

Hantavírus

REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

Um recente alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro acendeu a preocupação global. O médico infectologista Dr. Jean Gorinchteyn explica que, embora a doença seja rara, a atenção se deve a uma cepa específica, a Andes, encontrada na Argentina e no Chile, que demonstrou a capacidade de transmissão de pessoa para pessoa, um comportamento atípico para o vírus.

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O hantavírus é tradicionalmente transmitido pela inalação de partículas de urina, fezes e saliva de pequenos roedores silvestres contaminados, geralmente em áreas rurais. “Não estamos falando dos ratos de sarjeta das cidades, que podem transmitir leptospirose, mas sim de roedores de áreas de mata”, esclarece o doutor. Os sintomas iniciais são semelhantes aos de uma virose comum, como febre alta, dores no corpo e nas juntas, mas podem progredir para um quadro respiratório grave com comprometimento do pulmão e do coração, resultando em uma mortalidade que pode variar de 20% a 40%.

No Brasil, a presença do vírus é conhecida e casos são registrados esporadicamente, como uma morte confirmada em Minas Gerais em fevereiro deste ano. Contudo, a transmissão se restringe ao contato com o ambiente contaminado. A cepa Andes, responsável pelo surto no navio, tem uma transmissibilidade considerada baixa e exige contato próximo, diferente da alta capacidade de propagação da Covid-19. O diagnóstico depende da análise dos sintomas em conjunto com o histórico de exposição do paciente a áreas de risco.

As doenças do inverno: rinite, sinusite e asma

Com a chegada das temperaturas mais baixas, outras doenças respiratórias se tornam mais frequentes. O Dr. Gorinchteyn detalha as condições mais comuns, começando pela rinite, uma inflamação das narinas que pode ser alérgica ou vasomotora. A rinite alérgica é desencadeada por estímulos como poeira, ácaros presentes em roupas guardadas, pólen e cheiros fortes, causando coceira e obstrução nasal. Já a rinite vasomotora é uma reação à mudança brusca de temperatura, como sair de um ambiente quente para o frio, o que causa a congestão nasal.

Uma complicação comum da rinite é a sinusite. "A rinite entope os seios da face, que drenam para o nariz. O acúmulo de secreção pode infectar, causando dor de cabeça e sensação de peso no rosto", explica o médico.

Para a prevenção, o Dr. Gorinchteyn recomenda hábitos simples, mas eficazes:

Lavar as roupas de frio: Peças guardadas por muito tempo devem ser lavadas antes do uso para eliminar ácaros e mofo.

Manter ambientes arejados: Mesmo no frio, é crucial permitir a circulação de ar para evitar a concentração de vírus e bactérias.

Lavar o nariz com soro fisiológico: A prática ajuda a hidratar as mucosas e remover partículas e agentes irritantes.

O especialista também abordou a asma, uma hipersensibilidade dos brônquios que causa tosse seca, chiado no peito e falta de ar. Ele comentou sobre as novas diretrizes do SUS para diagnóstico e tratamento da doença, que visam organizar o acesso a tratamentos, incluindo medicações de alto custo para casos específicos e graves.

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